Jovem produtor de Ílhavo está a embelezar os pratos da alta gastronomia

 

Os grandes chefs já não os dispensam e, contrariamente ao que muita gente pensa, não é apenas por uma questão de estética. As flores comestíveis, os micro legumes e os germinados, são ingredientes de destaque na alta cozinha, seja em pratos de peixe, carne ou sobremesa.

 

O que nem toda a gente sabe é que parte dos que chegam aos pratos servidos nos melhores restaurantes da região centro – e não só – são produzidos em Ílhavo, mais concretamente na localidade da Gafanha de Aquém, por um jovem empreendedor.

 

Chama-se Fábio Soares e decidiu batizar o seu projeto com o nome Terra d’Avó. Precisamente porque o terreno onde começou a lançar as primeiras sementes, e no qual já tem agora várias estufas, é propriedade da sua avó materna. E também por ter sido ela a sua fonte de inspiração no que toca a cuidar da terra, para dela colher alimentos.

 

Nas estufas da Terra d’Avó crescem, agora, rebentos de mostarda frills, mostarda red giant, coentros, endro e borragem, entre outros germinados, bem como cenouras baby ou tomate cherry (micro legumes).

 

E também flores comestíveis, nomeadamente amores-perfeitos, begónias, flor de manjericão e capuchinhas. Fábio Soares prepara-se para avançar, igualmente, para a produção de rosas, flores igualmente comestíveis “desde que sejam de agricultura biológica”, assegura. Aliás, esse é uma das regras de ouro da produção que vai fazendo na Terra d’Avó: zero químicos.

 

Da Gafanha de Aquém saem, praticamente todos os dias, caixas de encomendas com destino às zonas do Porto, Viseu e Coimbra, além de Aveiro. Os clientes são, essencialmente, “restaurantes alta cozinha e restaurantes de hotéis”, mas Fábio Soares acredita que a procura por estes produtos irá aumentar junto do consumidor comum. Tanto mais porque eles são “muito ricos em nutrientes”.

 

Razões mais que suficientes para este jovem de 29 anos continuar focado no crescimento da sua marca – um dos projetos de curto prazo passa pela construção de mais uma estufa. Por ora, ainda tem de manter o seu emprego, em part-time, de informático para ajudar a suportar as despesas dos investimentos que tem realizado, mas não ousa queixar-se de excesso de trabalho.

 

Não tem horas para sair da estufa e, muitas vezes, é lá que passa grande parte dos fins-de-semana. O seu desporto de eleição, o surf, tem ficado relegado para terceiro ou quarto plano, contudo, a satisfação de andar de volta da terra, a fazer o que lhe dá prazer, tem sido o que mais tem pesado na balança.

 

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Fábio Soares

Excelente!!!