Partido Socialista promove debate público sobre projeto para o centro de Ílhavo

 

O Partido Socialista entende que o projeto para a requalificação do centro da cidade de Ílhavo deve ser sujeito a um debate público, que a câmara municipal “teima em não lançar”. Nesse sentido, a concelhia liderada por Sérgio Lopes decidiu promover uma sessão de discussão do projeto. Está marcada para o dia 13, pelas 21h30, no auditório da Junta de Freguesia de São Salvador.

 

A iniciativa, sob o mote “Centro de Ílhavo: que futuro?”, terá moderação a cargo de Mário Ferreira de Almeida e contará com a participação, como dinamizadores do debate, de Fernando Nogueira, urbanista (professor da Universidade de Aveiro), Paulo Morgado, engenheiro geólogo (vice-presidente da Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro – ADERAV), e Senos da Fonseca, ilhavense reconhecido pelo seu trabalho de historiografia das raízes culturais e sociais do concelho.

 

“O Partido Socialista tem defendido que as alterações à organização espacial do centro da cidade devem ser amplamente debatidas pela população e suas forças vivas, sob pena de, de outro modo, se manter o deserto de vivências sociais que tem caracterizado a cidade”, justifica a comissão concelhia, em comunicado.

 

Atendendo a que “persistem demasiadas dúvidas e muitas reservas sobre o que pretende a câmara municipal para o centro da cidade”, os socialistas decidiram expandir “a discussão para além da penumbra dos gabinetes”.

 

O propósito passa por envolver “as pessoas, as associações e os comerciantes na procura das melhores soluções para a dinamização do espaço central da cidade.”

 

Importa recordar que, no passado mês de janeiro, o executivo camarário ilhavense aprovou o estudo preliminar de Requalificação do Jardim Henriqueta Maia, no âmbito do Plano de Ação de Regeneração Urbana de Ílhavo (PARU). O projeto contempla “intervenções arquitetónicas e urbanísticas que preservem a identidade histórica daquele espaço (…) e projetem novas propostas, culturais, lazer, convívio e comerciais para uso do espaço público”, anunciou, na ocasião, o executivo.

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