Aveiro Padel – Galitos já é “uma das melhores escolas do país”

 

Como profissional, Jomané sempre jogou basquetebol, tendo passado pelo Esgueira e Aveiro Basket. Nessa altura, surgiu o “bichinho” do Poker que depois se tornou bem mais do que isso, não só como jogador mas também por criar diversos projetos ligados ao mais famoso jogo de cartas.

 

Empreendedor – nunca foi de ficar parado -, assim como um dos seus amigos de sempre, Pedro Nuno Barbosa, não foi estranho, para quem o conhece bem, que de repente ambos os nomes surgissem ligados ao surgimento de mais um projeto de sucesso em Aveiro, a sua cidade de sempre: o Aveiro Padel – Galitos.

 

Numa entrevista onde todas as respostas são certeiras como um lançamento de três pontos – ou então como um Royal Flush –, Jomané explica o que o levou a criar um complexo desportivo de excelência de Padel e faz o primeiro balanço de um projeto de sucesso.

 

Que ligação tinha à modalidade antes de criar o Aveiro Padel?
Antes de arrancar este projeto do Aveiro Padel – Galitos, tínhamos um grupo de amigos (quase todos ex-desportistas de referência na cidade), que se encontravam regularmente no Clube de Ténis de Aveiro para praticar esta nova modalidade. Apesar de nunca termos tido nenhum passado de desportos de raquetes, acabou por ser amor à primeira vista.

 

Do Poker ao Padel é um caminho estranho, ou encontras algum tipo de similaridade?
Na realidade são dois mundos completamente diferentes. Um mais sedentário e jogado em espaços fechados, o outro insere-se na prática desportiva saudável e quase sempre em locais de eleição.

 

O que o fez “apaixonar-se” pelo jogo?
Foram vários aspetos, onde destaco a facilidade com que se consegue evoluir rapidamente para um nível onde o jogo se torna muito divertido e a componente social onde existe espaço para homens e mulheres dos 8 aos 80.

 

Foi só a oportunidade de negócio ou algo mais que os fez avançar?
Tudo surgiu numa conversa de café, num dia de chuva.  No nosso grupo de amigos havia uma grande frustração ao estarmos dependentes do “São Pedro” para podemos realizar as nossas partidas diárias de Padel. Quando o tempo não ajudava, fazíamos algumas viagens ao Porto ou Coimbra para conseguir jogar, mas não era a situação ideal. Foi aí que surgiu a ideia de procurarmos um espaço onde no futuro fosse possível “nascer” um clube coberto para praticar Padel em Aveiro.

 

Como foi criar um clube de raiz? O sentimento é o mesmo do que gerar um filho?
Pensávamos que demoraria três ou quatro meses para passar da mesa do café até à criação do novo clube, mas havia um enorme trabalho pela frente. Desde do ponto de vista ideológico onde tentámos envolver todos os amigos que ajudaram a que esta modalidade desse os primeiros passos na cidade, até à escolha do local e em seguida a envolvente financeira. Tudo foram obstáculos bem mais complicados do que antevíamos inicialmente.  Apesar das dificuldades, passo a passo, fomos construindo pontes que acabaram por viabilizar este belo projeto no complexo desportivo do Clube dos Galitos e assim criar um filho que não é só nosso, mas sim de toda a cidade de Aveiro.

 

Por falar em filhos, os vossos jogam. Foi a melhor forma que encontraram para os acompanharem ou aliaram o útil ao agradável?
Sim, eles já andam de raquete na mão há uns três anos e são mais uma das razões para que tenhamos entrado neste projeto de corpo e alma.

 

Qual tem sido o percurso deles?
Um verdadeiro conto de fadas. Neste momento já contabilizam dois títulos nacionais e uma participação no Campeonato do Mundo em 2018 onde Portugal terminou na 4ª posição.

 

O sucesso deles é singular no clube ou há mais casos de sucesso? Se sim, quais?
No AveiroPadel – Galitos já temos três campeões nacionais: Gustavo Nunes e Vasco Barbosa em sub12 (2017 e 2018) e Henrique Barbosa em sub18 (2018). No campeonato Nacional de equipas de 2018, também tivemos a equipa feminina F4 no lugar mais alto do pódio.  Estes são resultados posicionam-nos como uma das melhores escolas do país e são uma demonstração da forma séria e profissional como o Padel está a ser trabalhado em Aveiro.  A juntar a estes nomes, podemos orgulhar-nos de termos mais sete atletas que participaram nos trabalhos de captação de novos valores da seleção nacional de Padel jovem.

 

Qual a razão para esse sucesso?
Tal como afirmei anteriormente, este é um clube aberto à cidade e um espaço de eleição para os jovens. Todos os nossos jovens atletas podem utilizar o clube de forma gratuita no período das 9h00/17h00. Isto faz com que eles larguem os telemóveis e as Playstations e dediquem imensas horas à modalidade num contexto relaxado e divertido.
Para além disso, contamos com uma equipa técnica de grande qualidade. Como coordenador da Academia AveiroPadel – Galitos temos o argentino (ex-selecionador nacional) Juanma Rodriguez, como responsável na Competição temos o espanhol Gonzalo de la Mota que é acompanhado pelos aveirenses Pedro Pinho, Luís Gomes, João Grilo e Henrique Barbosa.

 

Em que dia nasceu o Aveiro Padel e qual o balanço, desportivo e não recreativo, que fazem?
O projeto nasceu com o pé direito ao receber uma Etapa do Circuito Solverde.pt – Categoria 5000,  em Abril de 2018.  Foi um momento de grande responsabilidade porque estiveram presentes mais de 300 jogadores, incluindo os líderes do ranking nacional masculino e feminino. Não podíamos falhar e ao mesmo tempo tínhamos um menu de luxo para quem nunca tinha visto esta modalidade. Conseguimos agradar que por aqui passou e isso foi um passaporte para voltarmos a receber essa mesma etapa em 2019.
Em termos desportivos superámos todas as expectativas com os vários títulos nacionais e orgulhamo-nos de termos um espaço onde se “vende” felicidade e saúde.

 

O Padel é mesmo o desporto de família? Das famílias?
Sim, este é um desporto especial. Na maior parte das modalidades de competição, mesmo num registo amador, dificilmente se consegue um enquadramento agradável quando superamos os 30/35 anos. No Padel existe espaço para todos, porque os grupos são feitos pelo nível de jogo e não pelo género ou idade. Se visitarem o nosso clube, vão perceber que é muito normal a organização de jogos mistos ou ter jovens a jogar com adultos.

 

Ou também pode, um pouco à imagem do que foi o ténis, um desporto para as elites?
Difícil responder a esta pergunta, ambos são desportos de raquetes e por isso a associação à nobreza do ténis acaba por ser normal, mas tendo em conta a sua simplicidade acaba por ter outro lado um pouco “futebolizado” porque rapidamente todos se sentem especialistas na matéria.

 

Fica caro jogar Padel?
Até às 17h00 o custo é 5€/90minutos, depois das 17h00 é 5€/hora.
Depois ainda temos preços de fidelização e preços de sócios que baixa ligeiramente o preço.

 

O que é preciso para o fazer?
Aparecer!

 

Que conselho dão a quem quer jogar? Tem de ser atleta ou ter um passado desportivo?
Sugerimos que visitem o nosso clube e que façam a nossa aula gratuita de iniciação à modalidade com prova de nível. No final desta aula, os nossos treinadores enquadram imediatamente o atleta num grupo onde poderá defrontar jogadores do mesmo nível para que os jogos/aulas sejam um momento agradável para todos e ninguém se sinta deslocado. Ou seja, ter um passado desportivo ou nenhuma experiência em desportos de raquetes só irá colocar os atletas em grupos diferentes, mas todos se sentirão bem integrados.

 

A ligação ao Galitos acaba por ser natural? O que significa?
O Galitos é um clube centenário, mas que ao mesmo tempo é um clube moderno que rapidamente abraçou esta ideia de criar uma nova secção dentro do próprio clube. O Padel é a mais recente modalidade do clube e que veio dar uma maior vida ao complexo desportivo onde Basquetebol, Padel, Karate, Restauração (Atrium), Fisioterapia (FisioManual) e Centro de Explicações (TriploSaber) vivem em perfeita harmonia.

 

 

Gustavo Nunes, Henrique Barbosa e Vasco Barbosa. Na foto de capa estão as Campeãs Nacionais – F4

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