Plataforma Cidades: eles refletem sobre o que é preciso para se ser feliz na cidade

 

Estão a completar 15 anos de existência, com uma atividade centrada em questões que dizem respeito a todos nós, habitantes das cidades de hoje e de amanhã. São cidadãos que se interessam por responder a duas perguntas básicas – “para onde é que vai a minha cidade?” e “em que cidade gostaríamos de viver?” – e que se encontram para pensar e refletir. Falamos da Plataforma Cidades, grupo de reflexão cívica liderado pelo arquiteto Pompílio Souto e que junta mais uns quantos nomes aveirenses.

 

Figuras como Júlio Pedrosa, Carlos Borrego, António Oliveira, Gil Moreira e Óscar Mealha, estão entre o grupo que reúne informalmente para pensar “o que é preciso para se ser feliz na cidade”.

“Temos o propósito de ajudar a criar a cidade querida”, destaca o mentor e principal responsável pelo grupo, ao qual pertencem também personalidades como David Justino, Augusto Santos Silva e Matos Fernandes.

 

O arquiteto e ex-docente no Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA lembra algumas das matérias que, recentemente, foram alvo da reflexão do grupo, algumas das quais respeitantes a Aveiro, e assegura que há um princípio ao que fazem questão de respeitar: “estamos na sociedade para unir e não para dividir”.

 

A tomada de posição em relação ao projeto para o Rossio foi, garante Pompílio Souto, disso exemplo. “Sendo consensual na plataforma que o parque era mal vindo, achámos que devíamos complementar esta posição com o modo como, do nosso ponto de vista, a maldade podia ser minimizada”, vinca o principal responsável pela Plataforma Cidades”.

 

Numa altura em que muitos cidadãos vão acusando algum alheamento em relação à política, “grupos como a Plataforma têm um papel cada vez mais importante na sociedade”, nota Pompílio Souto. Prova disso é o desafio que o grupo está prestes a abraçar: criar a“Agenda Cidadã – 2030” da região de Aveiro.

 

Sociedade civil chamada a participar

 

As sementes vão ser lançadas no próximo dia 30 de março, a partir das 10h00, na Casa de São Sebastião, em Aveiro, com a realização do 1.º Encontro de Cidadãos, evento que visa lançar as bases da futura “Agenda Cidadã – 2030” – que ambiciona ser construída a partir dos contributos da sociedade civil.

 

Durante a manhã, na primeira sessão, a partir das 10h20, Pompílio Souto apresentará a Plataforma Cidades, enquanto Júlio Pedrosa, antigo reitor da Universidade de Aveiro (UA) e ex ministro da Educação, Maria Luís Pinto, professora da UA, e Carlos Borrego professor da UA e ex ministro do Ambiente, farão o quadro síntese do estado da região e explicarão os objetivos do projeto. Já Filipe Teles, pró-reitor da UA, destacará alguns aspetos relevantes do estudo “Qualidade da Governação Local em Portugal” da Fundação Francisco Manuel dos Santos, nomeadamente os que se referem à sustentabilidade e ao desenvolvimento da região de Aveiro.

Na segunda sessão, a partir das 10h45, Carlos Borrego, António Oliveira, presidente da OLI, e Rui Lopes, presidente da Inova Ria, irão ouvir e suscitar os pontos de vista dos convidados.

 

Durante a tarde, a partir das 14h30, José Ribau Esteves, presidente da câmara municipal de Aveiro, e Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro (UA), dirão o que concluíram das intervenções e do debate em que participaram, e Júlio Pedrosa, em nome da Plataforma, fará o seu encerramento.

 

“Com este primeiro encontro pretendemos formalizar o início de um trabalho conjunto de reflexão de vários protagonistas, de vários lugares, que atuam em diversos setores de atividade, para a criação da “Agenda Cidadã – 2030” da Região de Aveiro, que ambiciona ser um instrumento de trabalho para uma sociedade mais educada e culta, menos desigual e dividida, mais moderna e mais feliz”, afirma Júlio Pedrosa, porta-voz da “Plataforma Cidades”, para a presente iniciativa.

 

 

* Créditos da foto de capa: Ricardo Resende

 

 

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