Trotinetas em Aveiro? A prioridade continuam a ser as BUGAs

 

 

Nalgumas cidades já começaram a dividir opiniões e a ser alvo de críticas. Os sistemas de trotinetas elétricas partilhadas são já uma realidade em Lisboa, Faro e Coimbra. E Aveiro? Por cá, ainda não foi dada luz verde aos operadores desses sistemas de partilha de trotinetas elétricas.

 

Ainda que alguns privados já tenham manifestado interesse em começar a operar na cidade, ainda não são conhecidas quaisquer decisões. Ribau Esteves, presidente da autarquia, diz que o assunto está a ser alvo de “uma reflexão interna”, reconhecendo que, para já, a prioridade é a bicicleta, mais concretamente o lançamento da segunda fase da BUGA (Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro).

 

“Até ao final do presente ano queremos ter a BUGA 2 no terreno”, anuncia o autarca, sem se comprometer quanto às trotinetas – importa lembrar que também no Porto ainda se estuda a definição de regras para este veículos.

 

Turistas são quem mais usa a BUGA

 

O sistema de bicletas partilhadas de Aveiro, que foi pioneiro a nível nacional – o seu arranque aconteceu a 1999 -, irá, assim, entrar numa nova fase, sendo já certo que deixará de ser gratuito.

 

A câmara municipal encara o relançamento da BUGA como parte do sistema de mobilidade urbana, complementando as viagens em transporte colectivo, privado e as deslocações a pé. Por ora, o sistema de bicicletas partilhadas de Aveiro é usado maioritariamente “por turistas”, refere Ribau Esteves – representam “80 por cento dos utilizadores BUGA” -, mas o objectivo passa por “levar, também, os cidadãos a, no circuito casa-trabalho-casa, usarem o modo ciclável”.

 

A activação do futuro sistema de bicicletas partilhadas não representará o fim da BUGA 1. “Irá manter-se, com a bicicleta igual ao desenho que sempre teve e com utilização continuadamente gratuita”, afiança Ribau Esteves, dando, ainda, nota da aposta naquilo a que chama de “BUGA 3”. “É a bicicleta de cada cidadão, que em regra é usada para dar uma volta em passeio, e temos de fazer este trabalho de a começarmos a usar mais nas deslocações diárias”, repara.

 

 

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