Os valores e o sucesso do Karaté na Vista Alegre

 

 

Os resultados conseguidos pela secção de Karaté do Sporting Clube da Vista Alegre, com títulos regionais e nacionais e uma atleta internacional por Portugal, são apenas a ponta do iceberg de um trabalho que começou no clube ilhavense há sensivelmente quatro anos, quando Katarina Santos iniciou um projeto que hoje é reconhecido pela sua qualidade formativa.

 

Aos 19 anos, a responsável assumiu o Karaté como profissão. Um percurso que, admite, já teve “alguns baixos”, mas que essencialmente tem vivido “em alta”, sobretudo desde que estabeleceu base na Vista Alegre, uma terra que tem sido um dos fatores fundamentais para o seu, e de muitos, sucesso.

 

“A zona da Vista Alegre é inevitavelmente uma mais-valia para o trabalho que faço, aliado a uma equipa jovem onde a motivação e dinâmica reinam e que, sobretudo, tem um grupo de pais fantásticos, sempre presentes na evolução dos filhos, que colaboram em tudo o que é necessário para que nada falte”, esclarece.

 

Secção em crescendo

 

A vontade de ter uma classe “de competição” sempre teve no pensamento da responsável técnica e que foi algo que “lutou” para ter. Na Vista Alegre, a equipa que compete, tanto nas vertentes de Kata como Kumite (combate) a nível regional e nacional com as cores do clube tem, nesta altura, “quinze atletas”, que para chegarem a um “nível elevado competitivo”, ou seja, intrometer-se na “luta por títulos e chegar à seleção nacional”, treinam “todos os dias, incluindo alguns fins de semana”.

 

No entanto, nem só de competição vive o Vista Alegre, já que a secção liderada por Katarina Santos tem “quarenta atletas”, desde a classe de “Baby Karaté”, aula que este ano registou a entrada de dois elementos “com dois anos e meio”, até aos mais velhos. “O Karaté é uma modalidade onde a idade não é importante, é uma modalidade para todos. Para isso temos várias turmas consoante a idade e as necessidades de cada atleta: Baby Karaté; Karaté de Formação, Pré-Competição, Competição de Kata, Competição de Kumite e Karaté de Manutenção”.

 

E os benefícios da modalidade, para a treinadora, são extensíveis a todos os praticantes, sem exceção: “O Karaté, na minha opinião, é a modalidade mais completa que existe porque tem uma filosofia. Podemos dividir os benefícios em três parâmetros: Físico, Intelectual e Social. Em termos físicos é um desporto bilateral, desenvolve a coordenação motora, ajuda a desenvolver a mobilidade articular, trabalha o equilíbrio entre outros. Em termos intelectuais melhora a concentração, aumenta a autoestima e autoconfiança e aumenta a capacidade de raciocínio o que se reflete no rendimento escolar das crianças e em termos sociais incute disciplina, respeito ao próximo e auxilia na formação do caráter”.

 

Os resultados desportivos

 

A convocatória de Carolina Lopes à seleção nacional, tendo já participado em provas internacionais, é o exemplo do trabalho que se faz no clube orientado por Katarina Santos. Mas não é o único, porque ainda no mês passado, a formação ilhavense conseguiu uma série de pódios que culminaram no apuramento de sete atletas para o Campeonato Nacional de Iniciados a Juvenis que decorre, no próximo dia 27, na Mealhada.

 

Para a treinadora, o segredo é simples: “está muito assente no trabalho que faço e no profissionalismo que coloco em cada treino, a que se junta, como já disse, um grupo de pais formidáveis e um conjunto de atletas que gosta do que faz, de estar aqui e que, por isso, tem uma dedicação exemplar à modalidade”.

 

 

 

Com todos estes predicados, não é de estranhar, como tal, que ainda a época vá a meio e o balanço já seja “muito positivo”, com a conquista de “44 lugares de pódio” e, principalmente, com a “evolução, com excelentes resultados, de todos os atletas de formação”, o que deixa a responsável “muito orgulhosa”.

 

Ainda assim, para a competição marcada para a Mealhada, Katarina Santos não deixa de apresentar um discurso motivado e uma esperança forte de trazer da sede de concelho bairradino, um resultado positivo: “O nível do Karaté nacional neste momento é bastante elevado e temos consciência disso, mas também sabemos que o trabalho que fazemos e acreditamos nas possibilidades de trazer alguns lugares de pódio”.

 

Testemunhos das atletas

 

Com dezasseis anos e há nove na modalidade, Carolina Lopes assume a satisfação de ser já “campeã nacional”, mas não esconde que tão ou mais importante que isso, é a “sensação e os valores” que o Karaté transmite. Ainda assim, todo o empenho que coloca diariamente nos treinos já a premiou “com a chamada à seleção nacional”, principalmente agora que já é “modalidade olímpica”, o que é algo que, não esconde, é um objetivo a concretizar.

 

Com dez anos de idade e sete a treinar, Luana Antunes foi um dos destaques do regional do mês passado, estando apurada para o Nacional tanto na vertente de Kata como de Kumite. Para a jovem atleta o que mais gosta é a sensação de aprender “a defender-se”, mesmo que, jogando ao ataque, o seu grande objetivo seja “ser campeã nacional”, porque assim estará mais perto de ser chamada “à seleção”, que é, sem margem para dúvidas, uma “ambição” bem definida na carreira.

 

 

 

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Mónica Bastião

Orgulho de pertencer ao grupo de pais e contribuir com duas atletas para grupo de competição. Duas meninas que AMAM tudo o que envolve a prática deste desporto: a treinadora, os colegas de equipa, a exigência dos treinos, o ambiente da competição, os convívios, tudo…Parabéns katarina Santos!