Ângelo Valente: “O Beira-Mar tem de ser, cada vez mais, o clube da região”

 

 

 

O Beira-Mar está a um pequeno passo de subir aos nacionais. A correr tudo bem, a festa pode acontecer já esta quinta-feira, dia 25 de abril, na visita ao Carregosense. A cidade e a região estão ansiosas e há quem já só pense na festa – dentro e fora do clube. Aconteça ela já neste jogo ou só no próximo, há algo que está garantido: a celebração vai ser em grande, com direito a moliceiros e a São Gonçalinho (e mais não dizemos). E todos estão convidados a sair para a rua.

 

Ângelo Valente, diretor de comunicação do Beira-Mar, é apenas um dos rostos que já vai acusando um certo ar de vitória. Conhecido pelo trabalho que tem vindo a desenvolver, como animador social, no Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, assumiu funções diretivas no clube aveirense em 2017.

 

Tanto no lar como na bola, Ângelo Valente parece gostar de jogar em equipa. No centro comunitário trabalha em parceria com Sofia Nunes, no Beira-Mar veste a camisola com “o puto”, forma carinhosa como trata José Esteves. “Ele faz maravilhas em termos de imagem e é fundamental para o trabalho que temos feito”, destaca Ângelo Valente.

 

O reconhecimento do diretor de comunicação estende-se também a todos “os outros que trabalham, como voluntários, em cada jogo, cada tarefa de que o clube necessita”.  É para todos eles a festa da subida. E também para os aveirenses, sendo que nesta definição cabem os cidadãos de toda a região. “O Beira-Mar tem de ser, cada vez mais, o clube da região”, exorta o diretor de comunicação.

 

 

Ângelo Valente e José Esteves

 

 

O trabalho de Ângelo Valente tem passado por aí, por conquistar mais simpatizantes, e também por colocar o clube nos noticiários nacionais. Exemplo disso foi a recente campanha a oferecer borlas a quem fosse de bicicleta para o estádio do Gafanha, no jogo da Taça, ou aquele em que o Beira-Mar ofereceu emprego a Usain Bolt, em troca de ovos moles e hambúrgueres do Ramona.

 

Brincadeiras que têm levado o nome do clube bem longe, um pouco ao estilo daquilo que tem sido a imagem de marca do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo. Contudo, o diretor de comunicação do Beira-Mar não esconde que esta aposta e promoção também pode ter um efeito menos positivo.

 

“No ano passado, como não conseguimos concretizar os objetivos as pessoas não encararam bem essas brincadeiras”, confessa, recordando, em particular, um momento bastante difícil. “O clube foi notícia por uma agressão com contornos grandes, que foi notícia de abertura nos jornais”, lamenta. Em causa o episódio ocorrido em Dezembro de 2017, num jogo com o União de Lamas.

 

Este ano, a vida voltou a sorrir ao Beira-Mar. Já não vai conseguir a taça – perdeu nos quartos de final – mas o campeonato está por um triz. Ângelo Valente espera que seja já dia 25, ainda a tempo de juntar o título às prendas de aniversário (completou 36 anos no passado dia 20). “Mas se não for na quinta, será no domingo”, afirma, com afinco.

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