Há um jovem aveirense que vai ajudar o “MS World Explorer” a navegar

 

 

 

Chama-se Tomás Rito, tem 24 anos e desde pequeno que é apaixonado pela náutica. Culpa do pai que o habitou, desde cedo, a andar a navegar em barcos de recreio. Também praticou vela e as suas vivências na Costa Nova acabaram por levar a que o destino se tornasse inevitável: enveredar por uma carreira no mundo da navegação. Recém formado na Escola Náutica Infante Dom Henrique, Tomás Rito integra a tripulação do “MS World Explorer”, o primeiro paquete a ser construído em Portugal.

 

Com 126 metros de comprimento, 19 metros de largura e 4,7 metros de calado, o novo navio do grupo Mystic Invest (do empresário Mário Ferreira), tem vindo a assumir honras de destaque pelo facto de ser o primeiro navio oceânico integralmente concebido e fabricado em Portugal – mais concretamente nos estaleiros de Viana do Castelo.

 

“O navio está fantástico, com condições ótimas e equipamento moderno”, destaca o jovem aveirense, que integra a tripulação como praticante de piloto – uma espécie de estágio até chegar a oficial.

 

Em breve, o “MS World Explorer” irá soltar amarras, iniciando a sua aventura no mar. Contemplará rotas polares, atlânticas e mediterrânicas, e já tem lotação esgotada para os próximos cinco anos – segundo anunciou Mário Ferreira, citado pelo Expresso.

 

Tomás Rito diz-se preparado para as longas navegações. Para isso, devem ter contribuído as inúmeras “conversas e histórias” que foi ouvindo na Costa Nova, da boca “de antigos capitães e pilotos”, destaca. Testemunhos que lhe ficaram gravados na memória e que ajudaram a tomar a decisão de “levar o mar mais a sério”, ou seja, a encará-lo como profissão.

 

A navegar desde pequenino

 

Natural de Aveiro, Tomás Rito confessa que o mar e a navegação há muito que estão presentes na sua vida. “Tenho fotos num barco, no Douro, com apenas sete anos”, recorda. “O meu pai sempre teve barco, portanto, desde miúdo que navego e que gosto do mar”, acrescenta.

 

Uma paixão que só mais recentemente começou a encarar como profissão. “Não foi um sonho de miúdo”, relata. Em criança gostava de acompanhar o pai numa fábrica da família e imaginava-se a trabalhar por lá. A opção pelo mar surgiria bem mais tarde, confirmada pelo ingresso na escola responsável pela formação de oficiais de marinha mercante em Portugal.

 

No “MS World Explorer”, que tem capacidade para 200 passageiros e 110 tripulantes, o jovem aveirense cumprirá a sua primeira grande experiência profissional, integrando a equipa da ponte.

 

 

Tomás Rito começou a navegar ainda em criança

 

Durante vários anos praticou vela

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