Este sábado há festival do Barco-Dragão nos canais de Aveiro

 

 

É uma tradição milenar chinesa e, em Aveiro, é celebrada de uma forma muito própria. Na cidade dos canais, a recriação do festival do Barco-Dragão, é feita com barcos moliceiros, como não podia deixar de ser. A edição deste ano acontece já este sábado, 8 de junho, e tem o seu ponto alto na regata de bateiras-Dragão, com início às 10 horas, no Cais da Fonte Nova.

 

Promovido pelo Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, este festival, além da regata, inclui atividades diversas representativas da cultura chinesa.

 

Música chinesa, artes marciais, cerimónia do chá, dança do dragão, jogos tradicionais e cerimónia do chá, entre outras atividades, vão decorrer ao longo do dia, das 10h00 às 17h00, na Praça do Rossio, no cento da cidade de Aveiro. Um tapete de sal colorido, com motivos alusivos ao tema do festival, vai serconstruído ao longo da manhã, a partir das 8h00.

 

As atividades serão acompanhadas, durante a manhã, pelos participantes na Conferência Conjunta dos Institutos Confúcio da Europa, que decorre na UA no dia anterior, e por uma delegação do Confucius Institute Headquarters (Confúcio sede, em Pequim).

 

O festival do Barco-Dragão remonta ao ano 277 a.C. e realiza-se todos os anos no quinto dia do quinto mês do calendário lunar chinês em memória do poeta e patriota Qu Yuán. O festival celebra o facto de o poeta Qu Yuán, ao receber notícias que a capital do seu país, o Reino Chu, tinha sido ocupada pelas tropas do Reino Qín, se atira ao rio Mìluó Jiang por não suportar a tristeza.

 

Ao receber a notícia de que Qu Yuán morrera afogado, a população chinesa percorreu o rio em barcos, lançando arroz à água para impedir que o corpo fosse comido pelos peixes.

 

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