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Aveiro vai dar nome a um dos novos navios da Marinha Portuguesa

Sociedade

A pretexto das celebrações que evocam o dia em que Vasco da Gama chegou pela primeira vez à Índia (20 de maio de 1498), a Aveiro Mag conversou com o comandante José Sousa Luís, porta-voz e relações públicas da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional.

 

 

Muitos aveirenses ainda guardam na memória as imagens das comemorações do Dia da Marinha na cidade da ria em 2009. Quinze anos depois, a celebração da Armada está de regresso a Aveiro, mas o ambiente e a vivência de hoje nada têm que ver com o cenário vivido no passado. Mudou a cidade e a Marinha também, conforme os aveirenses poderão constatar nos próximos dias no âmbito do programa comemorativo que atinge o seu ponto alto no domingo, dia 19 de maio.

A pretexto das celebrações que evocam o dia em que Vasco da Gama chegou pela primeira vez à Índia (20 de maio de 1498), a Aveiro Mag conversou com o comandante José Sousa Luís, porta-voz e relações públicas da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional. José Sousa Luís começou por reconhecer que Aveiro e a Marinha partilham vários valores em comum, perspetivando, por isso mesmo, uma celebração inesquecível. Uma conversa na qual foi ainda possível ficar a saber que um dos novos navios da Marinha receberá o nome Aveiro.

 

O que espera destas comemorações em Aveiro?

Que sejam inesquecíveis para os aveirenses em particular e para todos aqueles que nos visitam. Vamos ter um conjunto muito diversificado de atividades, sendo a principal a abertura do Navio-Escola Sagres a visitas no Cais do Sal. O Sagres já tinha estado três vezes no Porto de Aveiro, a última das quais em 2009, também nas comemorações do Dia da Marinha, mas atracado no Porto Comercial. Esta é a primeira que atraca na cidade de Aveiro.

Aveiro e a Marinha partilham alguns valores comuns. Quer a cidade, quer a Marinha têm uma relação umbilical com o mar. E, atualmente, quer a cidade, quer a marinha partilham esta vocação para as novas tecnologias e para a modernidade. E a cidade de Aveiro é uma terra de gente do mar.

 

É verdade que o programa já arrancou a 4 de maio, mas ainda há muito para ver. Que atividades destaca?

Importa referir que todas as atividades são gratuitas. As pessoas só têm de aparecer no local. Além das visitas ao Navio-Escola Sagres, também vamos ter os batismos de mar. Quer lanchas anfíbias, quer botes e semirrígidos dos Fuzileiros, quer motas de água do ISN, vão estar disponíveis para quem quiser poder navegar um pouco nesses meios (entre os dias 15 e 19).

Depois, vamos ter dois núcleos de exposições: um interior, no edifício da Antiga Capitania, bem no centro da cidade, onde vai estar, por exemplo, um simulador de navegação, que simula a ponte de um navio e onde qualquer um pode fazer a entrada num porto e sentir como se faz a navegação de um navio em águas restritas; o outro núcleo de exposições encontra-se junto ao Cais da Fonte Nova, onde todos os visitantes podem ver de forma imersiva e agradável e também de forma instrutiva um conjunto amplo de tarefas e missões da Marinha. A Marinha é o único ramo das Forças Armadas que atua no mar, debaixo de água, em terra e no ar. E, portanto, consegue-se ver neste núcleo a diversidade de tarefas que a Marinha faz. Neste expositor, aquilo que costuma ter mais sucesso é a torre de escalada e também o Airsoft dos Fuzileiros, mas vão lá estar muito mais coisas, nomeadamente drones, também armas, que não são reais, mas têm a dimensão de uma arma real. Convido as pessoas a irem e serem surpreendidas.

Depois, há o concerto do Fernando Daniel com a Banda da Armada, no dia 17, basta aparecer. E no último dia das comemorações, dia 19, há uma cerimónia religiosa na Sé de Aveiro e depois uma cerimónia militar em frente ao espelho de água junto ao Centro de Congressos: haverá o desfile das forças em parada e uma demonstração naquele espelho de água, algo que nunca fizemos, com drones, Fuzileiros das operações especiais, etc.

 

Este ano, têm de cumprir novos desafios: trazer a Sagres a Aveiro e também uma demonstração de meios na Ria...

Tem sido um desafio já há vários meses preparar tudo para que a Sagres possa entrar e atracar no Cais do Sal. Há um trabalho a montante muito grande. Teve que se fazer trabalhos de sondagens, meter um batelão, boias de amarração para a Sagres atracar, teve que se fazer a remoção de algumas pedras no canal...

 

Em 2009, as comemorações do Dia da Marinha já tinham acontecido em Aveiro. Mas a verdade é que tanto a cidade como a Marinha mudaram muito desde então...

É verdade. Já se passaram 15 anos. Já foi algum tempo. Para além desta questão da Sagres, comparativamente a 2009 há muito mais atividades disponíveis para o público. Atividades essas que na sua maioria têm uma componente tecnológica ou uma componente imersiva. Em 2009 não existia o simulador de helicóptero com cadeira 3D, não existiam os drones, entre outras coisas. As diferenças são imensas. Quem visitou em 2009 e visitar agora verá que não tem a ver.

 

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Qual é a principal missão da Marinha?

A Marinha tem como principal missão promover e proteger os interesse de Portugal no/e através do mar. Temos um conjunto muito diversificado de missões e tarefas, posso dar alguns exemplos. Para além de honrar os nossos compromissos internacionais no seio das organizações como é o exemplo da NATO, União Europeia ou da ONU, fazemos a monitorização e vigilância dos nossos espaços marítimos. Para se ter uma ideia, a nossa Zona Económica Exclusiva é cerca de 18 vezes o tamanho do território nacional. Já a Plataforma Continental, aquela que está em aprovação na Organização das Nações Unidas, se ela for validada na sua totalidade, tem 44 vezes a extensão do território nacional. Se falarmos da zona da responsabilidade de busca e salvamento marítimo, que é muito grande, estamos a falar de uma área que é 64 vezes o território nacional.

 

E que meios humanos e materiais têm para levar essa missão por diante?

Temos a servir na Marinha militares, militarizados e civis. São cerca de 7.000 pessoas. Conjuntamente com a Autoridade Marítima Nacional perfaz cerca de 8.500 pessoas. Temos diversos navios: fragatas, navios de patrulha oceânica, lanchas de fiscalização costeira, lanchas de fiscalização rápidas, esquadra essa que está atualmente em processo de renovação. Temos quatro projetos em curso neste momento, que farão com que, nos próximos anos, a nossa esquadra seja completamente modernizada e com muita tecnologia comparativamente ao que temos na atualidade.

De forma muito breve, posso referir um projeto que foi muito mediático, que é a plataforma naval multifuncional, conhecida também como “porta drones” – está a ser adquirido e já foi assinado o contrato no âmbito do PRR. O navio vai chamar-se D. João II e vai ter um comprimento total de 103 metros e tecnologia de ponta.

Também temos um projeto – e já foi assinado o contrato – para a construção de seis navios de patrulha oceânicos de terceira geração. Nós já temos quatro, dois de primeira geração, outros dois de segunda e agora vamos ter seis de terceira geração, que não tem nada a ver com estes quatro que nós temos. Tem capacidades tecnológicas avançadas.

Também estamos em processo de aquisição de dois reabastecedores de esquadra. A Marinha sempre teve só um reabastecedor, vai passar a ter dois – se um estiver em manutenção, temos sempre um outro. Para além das funções reabastecedor, ou seja poder fornecer combustível e água aos navios de guerra (nossos ou aliados), permitindo que eles consigam operar em determinada zona com autonomia, vão ter outras, como o transporte de material. E temos outro projeto que são os oito navios de patrulha costeiros, muito tecnológicos e já estão preparados para trabalhar com drones. 

 

A Marinha tem vários navios com nomes de cidades portuguesas. Para quando um Aveiro?

Está previsto termos um navio Aveiro. Desses seis navios novos, um deles vai receber o nome da cidade de Aveiro.

 

 

 

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