Este sábado, dia 6 de dezembro, a Arte no Tempo e o Museu de Aveiro/Santa Joana convidam o público a ir conhecer outras facetas de uma figura da cidade, desta vez o vigário geral da Diocese de Aveiro, que irá conversar com Diana Ferreira sobre a música que ouve e tudo o mais que lhe ocorrer, depois de ser dada a conhecer a peça que o diretor do Museu, José António Christo, vai revelar e antes do habitual chá com biscoitos e boa disposição.
Nascido em Sanchequias, freguesia de Santo André de Vagos, Manuel Joaquim Rocha (1953) entrou no Seminário de Calvão, em 1964, passando para o Seminário de Aveiro, em 1966. A entrada no Instituto Superior de Estudos Eclesiásticos (ISET), em Lisboa, acontece em 1971, tendo terminado o Curso de Teologia no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas (ICHT), no Porto, em 1976. Fazendo já parte da Equipa de formação do Seminário de Aveiro e sendo professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), é ordenado sacerdote a 8 de dezembro de 1979, na Paróquia de Santa Joana Princesa. Cumpre o serviço militar como Capelão dos Pupilos do Exército em Lisboa, entre 1981 e 1983, ano em que regressa à Diocese de Aveiro como Vigário Paroquial de Ílhavo e assume a missão de Assistente Regional do Corpo Nacional de Escutas, enquanto volta, simultaneamente, a leccionar EMRC.
Em 1988, volta a fazer parte da equipa de formação do Seminário de Aveiro, de onde sai para Salamanca, em 1984, para terminar a licenciatura em Direito Canónico, com a tese “Ofícios e Ministérios dos Divorciados recasados na Igreja”. Regressado à diocese é nomeado, por D. António Marcelino, vigário judicial –cargo que ocupou até 2022 – e Vigário Paroquial de S. Pedro de Aradas, depois de Esgueira e, finalmente, pároco da Vera Cruz, onde esteve de 2001 até 2016, quando foi escolhido para vigário geral da Diocese de Aveiro, cargo que ocupa atualmente. É ainda presidente da direção da Associação Portuguesa de Canonistas. De entre os seus muitos escritos, publicou “Pelos Canais – palavras e gestos que edificam” (2009); um segundo volume, “Pelos Canais – vou ao encontro, vivo a alegria” (2015); “Alianças partidas – divorciados recasados perante o matrimónio” (2010); “Catecumenado Matrimonial” (2019); “Paróquia de Santo André de Vagos - Memórias que são vida” (2023).
De entrada livre, a sessão terá início às 15h30 e é aberta a toda a comunidade.