Foi em jeito de conversa, moderada por dois jornalistas, que Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, lançou o seu livro “Aveiro, Coragem de Mudar”, que assinala os seus três mandatos na capital de distrito. Estela Machado, da CNN, e Rafael Barbosa, diretor do JN, subiram ao palco do Teatro Aveirense, ao final da tarde deste sábado, juntamente com o autarca, para falar sobre a publicação que, mais do que uma forma de prestar contas, pretende ser um “testemunho”, frisou Ribau Esteves.
“Comecei [a escrevê-lo] em março desde ano e acabei a 2 de outubro”, anunciou o edil, a propósito da obra prefaciada por Luís Montenegro e António Costa, os dois Primeiros-Ministros com quem teve a oportunidade de trabalhar nestes 12 anos de liderança da Câmara de Aveiro.
Em conversa com os dois jornalistas, Ribau Esteves assumiu que gosta muito de ser autarca e foi a essa a razão de nunca ter desanimado em 28 anos de presidência camarária – antes de Aveiro, já tinha estado quatro mandatos em Ílhavo. “Tenho o privilégio de fazer aquilo que gosto”, referiu, admitindo que “se mudassem a lei, nos próximos quatro anos queria ser presidente da Câmara de Aveiro. Felizmente, há a limitação de mandatos”.
Em “Aveiro, Coragem de Mudar”, tal como observou Rafael Barbosa, o autarca faz questão de aludir à “judicialização da política”, lamentando guerras em tribunais, como as que teve que enfrentar na obra do Rossio e no edifício da Cerci. “Só o Rossio teve 10 processos judiciais”, lamentou. Mesmo assim, e somando a estas batalhas todas as outras contrariedades, Ribau Esteves assevera: “Nunca tive um dia em que dissésse estou farto, quero ir embora”.
Ao balanço destes 12 anos, juntou-se também a pergunta que todos fazem: o que irá fazer Ribau Esteves depois de dia 31 de outubro, dia em que dá posse ao presidente eleito no dia 12, Luís Souto. “Já está decidido, mas é segredo”, declarou, mantendo em aberto as possibilidades de se manter na política ou regressar à vida empresarial.
O livro “Aveiro, coragem de mudar” custou 13.350 euros ao município, situação que mereceu várias críticas por parte da oposição.