Nem a ameaça de chuva estragou a abertura do Festival do Bacalhau 2019

 

 

Já tinha chovido de manhã e as nuvens ameaçavam novo pé d’água. Não fosse São Pedro tecê-las, e ao contrário do que havia acontecido nos últimos anos, a comitiva desceu ao porão do Navio-Museu Santo André e foi assim, abrigada, que deu por aberto o Festival do Bacalhau de 2019.

 

Fernando Caçoilo, presidente da câmara municipal de Ílhavo, Fátima Teles, vereadora e coordenadora geral deste evento, e João Madalena, grão-mestre da Confraria Gastronómica do Bacalhau, apresentaram um festival que “ultrapassa fronteiras”, que é “um marco importantíssimo para o território” e que cria à autarquia e à comunidade “responsabilidades maiores a cada ano que passa”.

 

Sobre esta que é a 12.ª edição do evento, Fátima Teles destacou o “grande desafio da valorização ambiental” do festival, referindo as várias iniciativas de combate ao desperdício e de incentivo à correta deposição de resíduos. Para além disso, chamou a atenção para a “forte aposta na programação para as famílias”. A vereadora quer “que as famílias estejam no festival o dia inteiro, que miúdos e graúdos passem bons momentos” e, reitera, “o festival foi pensado nesse sentido”.

 

Com originalidade e mestria, o grão-mestre da Confraria Gastronómica do Bacalhau optou por discursar em verso. João Madalena apresentou “o mais carismático festival do bacalhau em Portugal”, dando especial ênfase ao “trabalho de bastidores” feito por pessoas “com uma paciência fora do vulgar, uma capacidade excecional de ouvir, de resolver, de conciliar e de amenizar”. Para o grão-mestre, a equipa organizadora é “o verdadeiro coração do festival” e merece “grande reconhecimento”.

 

Já Fernando Caçoilo afirma que o investimento que a câmara municipal de Ílhavo faz no Festival do Bacalhau – e que ronda os 300 mil euros – “é [um investimento] pela valorização do nosso território” e pelo “apoio solidário à atividade das nossas associações”. Para o presidente da câmara, o festival não faz sentido sem a comunidade e está convicto que “a comunidade do município ‘veste a camisola’ pelo Festival do Bacalhau” e entende-o como “uma mais-valia importante para a celebração de uma história comum”.

 

As nuvens ameaçaram, mas não cumpriram. A chuva deu tréguas e, de volta ao cais, o hastear das bandeiras pôde realizar-se (quase) sem percalços – o momento protocolar ficou marcado pela presença de um grupo de cidadãos com uma tarja onde se podia ler “Bem-vindos à Gafanha da Nazaré, terra de bacalhoeiros” e com a bandeira daquela freguesia .

 

Nos próximos dias, o Festival do Bacalhau promete ser o local ideal para experimentar um bom bacalhau, confecionado das mais variadas formas pelas associações, clubes e instituições ilhavenses que gerem os dez restaurantes do certame. Mas para além da componente gastronómica, até 11 de agosto, o Festival do Bacalhau vai contar com concursos, oficinas, mostras de artesanato, circo e teatro de rua, atividades desportivas, concertos e, claro, as já tradicionais Corrida Mais Louca da Ria e Volta ao Cais em Pasteleira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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