Fernando e Sandra produzem “o melhor gin do mundo” a partir de Sever do Vouga

 

 

 

Ninguém diria que Fernando Ventura não nasceu nem cresceu em Sever do Vouga, tal é a forma como defende os produtos da terra. Uma terra que não é a sua – é natural de Arcos de Valdevez -, mas que é a da sua mulher, Sandra Silva, e da filha de ambos, a pequena Eva. E sim. Também é a terra que dá o fruto (mirtilo) que lhe permite produzir “o melhor gin do mundo”. Chama-se OLGIN e há um ano que anda a conquistar cada vez mais fãs.

 

Lançado no mercado por ocasião da edição de 2018 da Feira do Mirtilo, a bebida criada por Fernando e Sandra nasceu da vontade de produzir “algo completamente inovador” a partir do baga roxa, conhecida como “fruto da juventude”.

 

Depois de terem estado seis anos a viver e a trabalhar em Moçambique, Fernando, de 41 anos, e Sandra, de 39 anos, decidiram regressar a Portugal com a vontade de “constituir família” e de iniciar um negócio próprio.

 

“Como a propriedade da família da minha mulher, a Quinta da Olga, em Couto de Esteves, já produzia mirtilos, a ideia passou sempre por produzir um produto inovador à base do fruto”, explica Fernando.

 

Sendo ele Dj, com uma grande ligação e experiência no mundo dos bares, a ideia de criar um gin não tardou muito a estar em cima da mesa. Juntando a ideia ao conhecimento que Sandra, marketeer de profissão, tinha do fruto, bastou-lhes começar a juntar ingredientes.

 

E eis que em junho do ano passado, com apenas dois dias de diferença, conseguem concretizar os dois objetivos a que se tinham proposto: têm uma filha, a Eva, e lançam no mercado o OLGIN. “A Eva nasceu no dia 26 e o gin foi apresentado no dia 28”, reparam.

 

 

 

Único no país e raro no mundo

 

É verdade que o casal produtor é suspeito para falar das qualidades do OLGIN, mas “a recetividade dos consumidores” não tem deixado margem para dúvidas. “As pessoas gostam muito e reconhecem as características únicas do nosso produto”, enaltecem, a propósito daquele que é o único “gin português com mirtilo”. “Conforme costumamos dizer, temos um produto único em Portugal e raro no mundo”, destacam, assegurando que, mesmo lá fora, existem poucos produtores a usar o mirtilo para o gin.

 

Dentro de cada garrafa o consumidor encontrará “um gin muito aromático e frutado”. “Não tem aquela agressividade do gin seco, mas dá para sentir o gin na bebida e o mirtilo dá-lhe um travo especial”, realçam. No nome, este gin made in Sever do Vouga carrega a memória da dona Olga, mãe de Sandra (já falecida), e grande defensa dos “produtos da sua terra”, recordam.

 

A perspetiva de Fernando e Sandra passa por levar este produto – à venda apenas em garrafeiras – a afirmar-se cada vez mais no mercado nacional e internacional, mas sem afastar a possibilidade de virem a lançar novos produtos. “Já há umas ideias, mas ainda é cedo para falar”, referem.

 

Ainda que estes novos projetos estejam, por ora, “no segredo dos deuses”, o casal não esconde que “será algo ligado ao mirtilo”. Afinal de contas, foi por causa dele que tudo começou e à volta das plantas que dão a baga roxa que Fernando e Sandra ainda passam uma grande parte do seu tempo.

 

 

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