Pupils Funk: eles são felizes a dar-nos música, na rua ou no palco

 

 

O mais provável é que já se tenha cruzado com eles, numa qualquer praça ou rua da região. Também gostam de palcos, mas não escondem sentir um gosto especial em sair para a rua e tocar no meio das pessoas. E o público agradece. Não há quem fique indiferente aos seus concertos inusitados. Chamam-se Pupils Funk e estão unidos pela música e, sobretudo, pela amizade. Uma “brass band” nascida e criada em Aveiro que sonha com o dia em que partilhará o palco com os “Lucky Chops ou os Too Many Zooz”.

 

A ideia de avançar para a criação de uma banda começou a ser congeminada pelo Diogo Barbosa (sax. tenor), em conversa com João Almeida (trompete), José Silva (sousafonista) e com o Mário Márques (saxofonista barítono). “Depois de encontrar o baterista (Pedro Latães) no final de um ensaio da Banda Recreativa Eixense, decidiu pôr mãos à obra e fazer nascer esta “brass band” que desde sempre se chamou e se fez chamar de ‘Pupils Funk’”, recordam em entrevista à Aveiro Mag.

 

Começava, assim, uma bela história de amizade e de criação musical. Têm entre 16 e 26 anos e, “mesmo estando cada um a estudar em escolas e universidades diferentes, e longe do local de ensaios” fazem questão de continuar a trabalhar para “o melhor da música e do grupo”. E o que os une talvez seja ainda ainda mais forte do que a música ou a amizade. Na verdade, será uma mistura das duas. “O que nos uniu foi o que aconteceu depois de tocarmos uma pequena lista de músicas (…) Foi a alegria de saber que fôssemos onde fôssemos, aquelas pessoas iam sempre querer trabalhar umas com as outras, quer nas ruas, quer nos maiores palcos do mundo”, apontam.

 

Pupilos do funk, com todo o prazer

 

A que se deve o nome Pupils Funk? “Foi o nome que nos veio à cabeça quando olhámos para a nossa realidade. Somos uns meros pupilos do funk e do pop, nunca deixando de lado alguns outros estilos de música que juntamos à receita, como quando introduzimos ritmos típicos das icónicas paradas em New Orleans, padrões rítmicos mais conhecidos como sendo da família das ‘second lines’”, explicam.

 

 

 

 

Quem já teve a oportunidade de se cuzar com um dos seus concertos de rua ou de palco sabe que há muito mais do que música a sair dos instrumentos musicais dos Pupils Funk. Há quem lhe chame “boa onda”, “energia”, “alegria”. A verdade é só uma: é difícil ficar imóvel perante uma atuação desta “brass band” (confesse: já mexeu pelo menos o pezinho, certo?).

 

Os Pupils Funk também se dão bem com palcos. Tanto assim é que sonham um dia só tocarem em palco. “Mas nunca esquecendo o mérito merecido dos artistas de rua”, realçam. Recordam, com especial carinho, o concerto na festa de S. Gonçalinho de 2019. “Fomos super bem recebidos antes do concerto e também durante a preparação do palco. O som, o espaço e o público, estavam todos em prol do melhor ambiente possível para se poder fazer e ouvir boa música”, testemunham, sem deixar de referenciar as noites passadas na Praça do Peixe e as tardes, “ao sol”, na praça junto aos Arcos.

 

O concerto de sonho? “Seria tocarmos no mesmo palco e com eles, os enormes Lucky Chops ou os enormes Too Many Zooz. É um sonho que qualquer pessoa que aprecie ‘brass bands’ mais recentes tem, tocar com quem nós tanto ouvimos, não é verdade?”, declaram. “Mas deixando os sonhos de parte, vamos trabalhar para tocar nas maiores ruas e nos maiores palcos, esperando merecer tocar em todos esses festivais de verão e eventos onde realmente nos queiram ouvir”, prometem.

 

 

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Fatima Dias
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Fatima Dias

Grupo fantástico com uma energia incrível sem esquecer a boa música!