Forte da Barra vai ser concessionado para fins turísticos

 

 

O concurso público para concessão do Forte da Barra de Aveiro, em Ílhavo, é lançado esta quinta-feira. O procedimento insere-se no âmbito do programa REVIVE e prevê um prazo para apresentação de propostas de 90 dias.

 

O Forte da Barra de Aveiro é uma fortificação do tipo abaluartado, edificada no século XVII, no período pós restauração. Fez parte de um conjunto de fortalezas joaninas, construídas no mesmo período, para reforçar as fronteiras do reino. Em meados do século XIX a fortaleza perdeu importância defensiva e estratégica, sendo desativada das suas funções militares. Ainda serviu de local de orientação para entrada de barcos na Barra de Aveiro, mas perdeu essa função com a construção do farol da Barra.

 

O imóvel, classificado como Imóvel de Interesse Público, tem uma localização privilegiada, sobre a foz do rio Vouga, em pleno Porto de Aveiro, na ilha da Mó de Baixo, 3709 m2.

 

O Forte será concessionado durante 50 anos para exploração com fins turísticos (estabelecimento hoteleiro, como cerca de 50 quartos, alojamento local ou outro projeto de vocação turística), com a renda mínima anual de 6.444 euros.

 

Este é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais e coordenação do Turismo de Portugal, I.P.. Pretende-se com este programa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

 

Em 2019 foi lançada a segunda edição do Revive, com a integração de 16 novos imóveis. O programa integra atualmente um total de 49 imóveis, dos quais 21 se localizam em territórios do interior. Este será o 21.º imóvel com concurso lançado no âmbito do Revive. Atualmente, estão abertos os concursos para a concessão do Palacete dos Condes Dias Garcia, em São João da Madeira, e da Quinta do Paço de Valverde, em Évora.

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