O próximo álbum dos Linda Martini vai ter a marca da região

 

 

 

Ainda não tem data de lançamento marcada, nem nome, mas há já algo que podemos dar como garantido: o próximo álbum dos Linda Martini vai estar profundamente ligado à região. A banda portuguesa escolheu a Fábrica das Ideias, na Gafanha da Nazaré, para cumprir a residência artística que definirá o alinhamento e as músicas do seu sexto disco. André Henriques, Cláudia Guerreiro, Hélio Morais e Pedro Geraldes mudaram-se de armas e bagagens para a região e a Aveiro Mag já esteve à conversa com eles.

 

“Já tínhamos feito isto para o disco anterior. Ir para fora para nos abstrairmos um bocadinho das vidas pessoais, das tarefas diárias. E como isso resultou, na altura, achámos que devíamos seguir o mesmo caminho”, começou por explicar Cláudia Guerreiro. Começaram, então, à procura de um local que desse “para fazer barulho e que tivesse espaço” para os elementos da banda ficarem a dormir. “Surgiu a ideia do 23 Milhas, fizemos o contacto e fomos aceites”, acrescenta.

 

Os Linda Martini já conheciam os cantos à casa – atuaram na Fábrica das Ideias em março de 2018 –, o que acabou por facilitar a decisão. Isso e o “fraquinho” que a Cláudia Guerreiro tem pelos ovos moles de Aveiro, brincam os colegas da banda. “Sim, sou fã de ovos moles”, confessa-se.

 

Na “mala”, os Linda Martini trazem já “várias coisas” que foram compondo “na sala de ensaios”. “Mas muitas delas ainda não têm as estruturas sequer fechadas. A residência vai servir não só para fazer uma revisão do trabalho que temos já feito, como para fazer uma triagem. E compor coisas novas, naturalmente”, apontou Hélio Morais.

 

Processo criativo em aberto

 

O que é que podemos esperar do próximo álbum dos Linda Martini? “Ainda não temos uma ideia definida do que será o disco. Nunca tivemos essa coisa de ter uma carta de intenções quando nos sentamos a compor. É uma coisa muito livre”, referiu, por seu turno, André Henriques. “Só no final da residência artística é que teremos algo mais palpável”, acrescentou Pedro Geraldes.

 

Seja como for, este será um disco que terá a marca da região. “O último disco, que resultou da residência que fizemos em Amares, tem uma canção que se chama ‘Amares Volta’. Daqui, também pode sair alguma coisa”, referem, a propósito do álbum que deverá ser lançado “depois do verão”.

 

Até dia 11 de fevereiro, a banda mantém-se concentrada na Gafanha da Nazaré, a trabalhar de forma intensa.

 

 

 

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