Investigadora da UA lança guia educativo centrado na “paisagem linguística”

 

 

 

A utilização da paisagem linguística urbana como recurso educativo para o 1.º ciclo do ensino básico destaca-se num novo guia, da autoria de Mariana Ribeiro Clemente, doutorada pela Universidade de Aveiro (UA). O Guia “Paisagem linguística na cidade: orientações e propostas educativas interdisciplinares para o 1.º Ciclo do Ensino Básico” procura valorizar o potencial deste conceito para o desenvolvimento de múltiplas competências e de disposições e capacidades de pensamento crítico e criativo.

 

O novo guia, lançado pela UA Editora, inclui a apresentação do conceito paisagem linguística e propostas concretas para a sua exploração educativa – propostas estas que resultam de uma investigação de doutoramento realizada na UA e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia,

 

Este Guia Educativo destina-se aos professores do primeiro ciclo, não se excluindo a possibilidade de adaptação das propostas e recomendações apresentadas para outros ciclos do ensino básico, tais como o segundo ciclo e a educação pré-escolar. Poderá ainda constituir-se como um objeto de interesse para a formação de inicial de futuros educadores do pré-escolar e professores do primeiro e secgunfo ciclo, professores bibliotecários, alunos de pós-graduação e investigadores de várias áreas/disciplinas.

 

 

“Uma escola transformadora”

 

Como refere a autora, privilegia-se “a ideia de leitura da paisagem urbana como uma ação não só descodificadora e atribuidora de sentidos (perceber o que está) mas também construtora do mundo e de memórias (intervir e desenhar a paisagem).

 

Por isso, ler uma paisagem, ler a paisagem linguística como um texto construído e em construção é complexo, desafiante que dá a quem lê um mundo enriquecido com mais páginas e mais rostos.

 

Conceber uma tal postura perante o ensino e a aprendizagem significa necessariamente equacionar abrir os muros da escola para o exterior, significa trazer também as cidades e as suas ruas para dentro da sala de aula, significa repensar e redesenhar os espaços educativos favorecendo uma maior interação entre espaços e tornando a paisagem escolar mais flexível e promotora da criatividade. Trata-se de conceber uma escola transformadora, um laboratório imaginativo do mundo”.

 

O guia está disponível para consulta e download em http://hdl.handle.net/10773/28291

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