Empresa ilhavense produz farinha com sabor a mar e à ria

 

 

Quem disse que a tradição não pode caminhar de mãos dados com a inovação? A história recente da Moagem Carlos Valente é feita disso mesmo, uma aliança perfeita entre o saber fazer do passado e a criação de novos produtos. Graças a esta empresa ilhavense, há já muitos portugueses rendidos ao pão com sabor a mar e à ria de Aveiro. De Vale de Ílhavo para todo o país, vão saindo cada vez mais quilos de Farinha com Tok de Mar e Farinha de Trigo com Salicórnia.

 

São dois dos produtos estrela da marca que conta já com 200 anos de história, protagonizados por várias gerações da mesma família (Valente). E a verdade é que ajudam a levar o nome da região bem longe.

 

A Tok de Mar consiste de farinha de trigo tipo 80 enriquecida com alga alface do mar, uma alga com sabor encorpado e textura macia. “Pode ser usada na panificação, para pão ou tostas, ou em culinária, para panar peixe, pataniscas, croquetes, pastéis salgados e mariscos, e pode substituir parcialmente o uso de sal”, destacam os responsáveis pela Moagem Carlos Valente.

 

Já a Farinha de Trigo com Salicórnia aproveita essa “planta de folhas verdes, que cresce espontâneamente em ambientes salinos, como a Ria de Aveiro” e que é uma excelente alternativa ao sal de cozinha nas preparações culinárias. A Farinha de Trigo com Salicórnia resulta, assim, numa “solução mais saudável para o fabrico de pão ou de massa fresca, para panar alimentos, entre outras utilizações, uma vez que não necessita de qualquer adição de sal de cozinha”.

 

A aposta na inovação conduziu também a marca à produção de farinhas a partir de cereais como a aveia ou a espelta, que vieram enriquecer a oferta já disponível de trigo, centeio e milho.

 

O toque das mós de pedra

 

Seja qual for a variedade, as farinhas da Moagem Carlos Valente têm esse ponto em comum: são produzidas de forma artesanal, em mós de pedra (outrora movidas a água – azenha, atualmente elétricas).

 

A este segredo junta-se um outro. “A qualidade da matéria-prima é essencial para a garantia de qualidade da farinha, e por isso compramos o cereal preferencialmente a produtores locais ou nacionais, dando prioridade ao cereal cultivados de forma orgânica, mais saudáveis, e que origina farinhas muito mais saborosas”, anunciam.

 

 

 

 

* Crédito das fotos: Pedro Cerqueira

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