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Indústria das duas rodas na linha da frente da transição climática

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Projeto ajudou a definir metas e ações prioritárias para acelerar a descarbonização do setor.

Afonso Ré Lau

A Abimota acolheu, no dia 25 de novembro, o encerramento do “Roteiro de Descarbonização dos Setores das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico”, um projeto estratégico para um setor com forte peso exportador e relevância industrial no país. Esta sessão foi o culminar de mais de dois anos de trabalho dedicado ao apoio das empresas na redução da pegada carbónica e na adaptação às exigências europeias. A iniciativa, desenvolvida pela associação e cofinanciada pelo PRR, reuniu empresas do setor, especialistas, parceiros técnicos e entidades públicas num momento marcado pela reafirmação do compromisso coletivo com a transição climática e o aumento da resiliência industrial. 

Vital Almeida considerou o roteiro “uma mudança de paradigma” que demonstra que a indústria tradicional pode alinhar-se com o Pacto Ecológico Europeu sem abdicar da competitividade. O presidente da direção da Abimota sublinhou a dupla dimensão do processo – técnico e estratégico – apontando a plataforma digital ESG Journey como ferramenta chave para monitorização das emissões e gestão das metas. Alertou ainda a exposição das empresas às turbulências geopolíticas e financeiras, dando como exemplo o recente “aumento de cerca de 25% das taxas sobre o aço”. “As empresas perguntam-nos: e quem concorre connosco, o que é que paga?”, partilhou, apelando à defesa da indústria europeia.

“A descarbonização não é uma opção, é um imperativo”, enalteceu, por seu turno, José Polido Valente, presidente do IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, lembrando que Portugal não dispõe de recursos fósseis e que a independência energética e a resiliência industrial dependem da capacidade de desenvolver fontes sustentáveis e renováveis.

Para José Polido Valente, a concorrência internacional constitui um dos maiores desafios: a indústria europeia cumpre regras ambientais exigentes, enquanto muitos produtos oriundos de fora da União entram no mercado sem cumprir padrões equivalentes. “Temos de jogar num campo equilibrado”, defendeu, referindo a necessidade de um verdadeiro “level playing field”.

O dirigente destacou ainda medidas em curso que podem corrigir estas assimetrias, como a revisão de regimes fiscais aplicáveis a pequenas encomendas e o avanço do passaporte digital de produto, ferramenta que tornará mais visível a sustentabilidade dos bens consumidos.

A digitalização, lembrou, será decisiva para recolher e gerir informação que permita às empresas cumprir estas novas exigências. O presidente do IAPMEI fez questão ainda de valorizar o papel das PME: apesar da designação, são “a coluna vertebral da Europa”, fundamentais para a coesão regional e para o dinamismo económico. “Temos de mudar o paradigma e olhar para o impacto que cada empresa gera na comunidade”, afirmou.

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Já Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, enquadrou o roteiro no conjunto de investimentos do PRR dedicados à descarbonização industrial, notando que o documento constitui uma base estratégica para o futuro. Reforçou que investir na sustentabilidade “trará mais vantagens competitivas” do que modelos assentes apenas no preço e afirmou que este encerramento funciona como impulso para novas fases de trabalho, com ambição de apoiar centenas de empresas nos próximos anos.

O responsável admitiu que o encerramento do roteiro não é um ponto final, mas um impulso para continuidade do trabalho: o documento e a plataforma devem servir de referência para outras iniciativas e para os financiamentos futuros, com ambição de apoiar centenas de empresas na descarbonização industrial.

A apresentação técnica dos resultados do Roteiro de Descarbonização, conduzida pela PwC, detalhou a metodologia, o diagnóstico setorial, as metas alinhadas com o Acordo de Paris e as recomendações operacionais, onde se destaca a nova plataforma ESG Journey, que permitirá monitorizar emissões e avaliar trajetórias de descarbonização, e a proposta de trajetórias de redução – 42% até 2030 e 90% até 2050. Foram também identificadas ações prioritárias, como a eletrificação de frotas e equipamentos, contratos de aquisição de energia 100% renovável, melhoria da eficiência energética, substituição de gases refrigerantes por alternativas de baixo potencial de aquecimento global e um reforço da quantificação e monitorização das emissões – medidas consideradas relativamente acessíveis e de alto impacto quando bem priorizadas. O objetivo, reforçou a especialista, é garantir que o setor evolua de forma sustentada, eficiente e alinhada com a ciência.

A sessão terminou com a entrega de certificados às empresas aderentes e um momento de networking, reforçando o compromisso conjunto de avançar para uma indústria mais eficiente, competitiva e sustentável.

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