A Abimota apresentou ontem, dia 14 de janeiro, o Abimota Q+, um projeto de qualificação e capacitação das indústrias das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico, cofinanciado pela União Europeia e pelo Compete 2030, com o objetivo de reforçar a competitividade, a inovação e o posicionamento internacional das pequenas e médias empresas destes setores ao longo dos próximos meses.
Dirigido a um universo maioritariamente composto por PME, responsáveis por milhares de postos de trabalho e com forte vocação exportadora, o Abimota Q+ pretende responder a desafios estruturais como a transformação digital, a escassez de competências, o acesso ao financiamento, a incorporação de novos modelos de negócio e a crescente exigência em matéria de sustentabilidade. “O Abimota Q+ surge como uma resposta estruturada a um contexto marcado por transformações profundas, promovendo conhecimento estratégico, ferramentas práticas e capacitação empresarial”, explicou Vital Almeida, presidente da associação, acrescentando que se trata de “um projeto feito para as empresas, para as preparar para um futuro mais competitivo e sustentável, assente na cooperação e na criação de valor”.
Com a duração de 15 meses, o Abimota Q+ assenta em cinco eixos de intervenção: diagnóstico competitivo e análise de modelos de negócio (Q+ Analysis), benchmarking regulatório, competitivo e ESG à escala europeia (Q+ Bench), definição de uma estratégia setorial e novas metodologias de gestão (Q+ Vision), ações de capacitação através de workshops e webinares (Q+ Innovate) e organização de Open Days em empresas e entidades de referência (Q+ OpenHorizon), visando a transferência de conhecimento e a disseminação de boas práticas.
Segundo Cristina Marques, da Abimota, a associação representa atualmente mais de 185 empresas, que empregam cerca de 10 mil trabalhadores, e que enfrentam diariamente “desafios ao nível da transformação digital, da adaptação tecnológica, da escassez de recursos qualificados e do acesso a financiamento”. O Abimota Q+ pretende, por isso, “diagnosticar de forma precisa a realidade das PME, garantir informação de benchmarking, inspirar soluções inovadoras e sistematizar ferramentas de apoio à decisão, elevando o nível de especialização e inovação dos três setores”.