É no cenário da Ria que Pedro Mafama estreia “Por Este Rio Abaixo”

 

 

 

Quis o destino que a primeira apresentação ao vivo de “Por Este Rio Abaixo”, álbum de estreia de Pedro Mafama, acontecesse à beira da Ria, numa terra onde palavras como “Estaleiro” e “Contra a Maré” – alguns dos singles do disco –são sentidas de uma forma especial. Uma feliz coincidência, que torna o concerto desta quinta-feira, dia 1 de julho, na Escadaria do Atlas, ainda mais especial. Pedro Mafama viaja até Aveiro no âmbito das Novas Quintas, ansioso por voltar a tocar ao vivo, tanto mais porque se trata de uma estreia absoluta – o novo álbum foi editado em maio de 2021 pela Sony Music Portugal.

 

“Faz todo o sentido apresentar este disco, que tem tanto a ver com a água, em Aveiro. O panorama visual da cidade vai encaixar muito bem com as músicas”, começa por perspetivar, em conversa com a Aveiro Mag. “Por Este Rio Abaixo” não surgiu direto da nascente até à foz. Foi mexido e remexido, por forma a ganhar maior correnteza. “O disco estava pronto antes da pandemia, mas com todo aquele choque, aquela travagem, acabei por aproveitar por reavaliar todo o álbum. O disco que apresento agora é todo trabalhado”, conta, satisfeito por ter transformado um momento de crise numa oportunidade.

 

Apesar de ainda não ter apresentado “Por Este Rio Abaixo” ao vivo, Pedro Mafama já vai somando um forte apoio do público a este seu trabalho de estreia – esgotou, em poucas horas, os dois concertos que irá dar em Lisboa, no Lux Frágil. Mas mais do que os números de “gostos” e comentários que vai recebendo no meio digital, Pedro Mafama quer “perceber a aceitação do público nos concertos ao vivo”, nos contactos presenciais, cara a cara.

 

De artista visual a novo fenómeno da música portuguesa

 

Natural de Lisboa, Pedro Mafama cresceu no seio de uma família ligada as artes. Talvez por isso mesmo, a música foi surgindo de forma natural. “Tentei fugir um bocadinho porque achava que o meu potencial eram as artes visuais. Depois foi um processo muito longo e difícil de aceitar que era mesmo isto que queria fazer. E, principalmente, que era mesmo isto que eu tinha que fazer, senão ia acabar infeliz”, testemunha, mostrando-se “grato” por poder estar a cumprir os seus sonhos.

 

A música é, hoje, o seu grande foco, mas Pedro Mafama não renega o seu passado nas artes visuais. Muito pelo contrário: os estudos e as experiências profissionais em artes e design fazem parte daquilo que é hoje.

 

Pedro Mafama vai buscar inspiração à música tradicional portuguesa para criar a sua sonoridade. “Tendo crescido num mundo em que a cultura popular é tão americanizada e anglo-saxónica, fez sentido, para mim, responder com a minha cultura”, destaca. “Tendo crescido em Lisboa, num país como Portugal, que se conecta com muitos sítios do mundo, nomeadamente a cultura africana e árabe, sinto que faço parte de uma cultura muito rica e interessante de explorar”, reforça.

 

Esta quinta-feira, o público aveirense vai ser brindado com essa sua “narrativa única”. Concerto agendado para as 22h00 e com entrada livre (mediante levantamento de bilhete no próprio dia e local a partir das 20h30).

 

 

* Créditos das fotos: Fernando Marques

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