Edgar Pêra apresenta cine-koncerto “único e irrepetível” em Aveiro

 

 

 

No próximo sábado, o Teatro Aveirense recebe um “cine-koncerto” de Edgar Pêra. Numa interação entre imagens e sons, o realizador irá estar em palco a filmar ao vivo, em diálogo próximo com o músico Vítor Rua, enquanto o VJammer e estereógrafo Claudio Vasques irá manipular essas imagens e misturá-las com cine-diários rodados em Aveiro, por Pêra, ao longo de vários anos, assim como imagens dos arquivos históricos da cidade. “Aveiro Revisited” tem início pelas 21h30.

 

“Os cine-koncertos que costumo fazer diferem do filme-concerto, em que há um filme já feito e música a interpretar as imagens. Neste caso, vamos estar a filmar a própria atuação do músico, interagindo com a imagem já montada e que confronta imagens mais recentes de Aveiro com imagens de arquivo”, desvenda Edgar Pêra. E se há algo que o público pode dar, desde já, como garantido é que “este espetáculo será único e irrepetível”. “É impossível reproduzirmos um cine-koncerto de sítio para sítio”, nota o realizador.

 

Edgar Pêra realiza os cine-koncertos deste 1990 e desde então tem atuado com diversos artistas, criando uma linguagem única, em linha com o seu peculiar universo estético. Trata-se de um dos mais relevantes cineastas nacionais, com atividade iniciada na década de 80, tendo desde então produzido mais de cem filmes para cinema, televisão, cine-concertos e outros meios.

 

Entre os seus títulos mais conhecidos estão “A Cidade de Cassiano”, “Manual de Evasão LX 94”, “Movimentos Perpétuos”, “O Barão” e “Arquivos Kino-pop”, num percurso marcado por um incessante ritmo de filmagem e recombinação das imagens.

 

“Este é o primeiro cine-koncerto que vou fazer desde 2019, antes de pararmos todos por causa da pandemia”, nota, em declaraçôes à Aveiro. “Será um momento importante também por isso”, acrescenta, confessando que lhe dá gosto fazer estas produções em particular. “Estes são os meus momentos de libertação porque não tenho que ter uma montagem final”, declara.

 

A par com este projeto, Edgar Pêra tem também em mãos um “thriller psicológico com os heterónimos de Fernando Pessoa”, que tem estreia prevista para o próximo ano.

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