Caixa de Dança está de regresso ao município de Ovar

 

De 6 a 21 de novembro, o Caixa de Dança | Festival de Dança de Ovar volta a acontecer, com uma programação abrangente, maior envolvimento da comunidade local e mais dias dedicados à Dança. Durante o Festival, por Ovar passarão grandes produções nacionais que coabitam com artistas e agentes locais num encontro de criação coreográfica que envolve diferentes gerações, que interagem, dialogam, colaboram e partilham saberes e experiências.

 

Num novo formato, o Caixa de Dança pretende contribuir para a valorização, promoção e qualificação dos agentes locais que trabalham na área da dança, convidando-os a partilhar o palco do festival e a apresentar os seus próprios projetos, bem como a interagir com outros protagonistas e a experimentar novas e diferentes abordagens de criação artística. O público tem, também, um lugar especial no Caixa de Dança. O ambiente de proximidade que está na génese do festival permite que o público interaja com os artistas, produtores e equipas, quer nas conversas formais, quer no contacto informal, que facilmente se proporciona no Centro de Arte de Ovar (CAO) ou noutros espaços da cidade e do município.

 

Cabe ao Orfeão de Ovar a abertura do Festival, a 6 de novembro, às 21h30, com “Perspectivas”, pela sua Escola de Bailado; um espetáculo inserido nas comemorações dos 100 anos da coletividade, de homenagem, e que leva ao palco uma abordagem à diversidade na forma de olhar, sentir e interpretar a dança.

 

No dia 12, às 21h30, é vez de Victor Hugo Pontes, um dos coreógrafos mais reconhecidos atualmente em Portugal, colocar em palco três bailarinos, pondo em movimento as palavras do escritor Gonçalo M. Tavares. Abelard, Adler e Hadrian são “Os Três Irmãos”, que, juntos, procuram o rasto dos seus, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos ombros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado… Um espetáculo intenso, que não deixa ninguém indiferente.

 

Para apresentar no Caixa de Dança ’21, a Companhia Vareira está há algum tempo a trabalhar em “Reflexum”, projeto que conta com direção artística e coreografia da bailarina e coreógrafa Lara Pereira. Coletividade e coreógrafa aceitaram o desafio, do Centro de Arte de Ovar, de trabalhar em conjunto, contribuindo para o objetivo municipal de valorizar, qualificar e promover os agentes culturais locais, permitindo um novo contacto no trabalho diário e diferentes abordagens do espetáculo, da preparação ao palco. O encontro está marcado para 14 de novembro, domingo, às 18 horas.

 

Dança também para os mais novos

 

No âmbito da Aprendizagem Criativa, dirigido ao público infantil e famílias, “Pic-Nic” conta a história de uma menina que descobre, através da dança, um novo interesse pela alimentação saudável. Para maiores de 4 anos e de entrada gratuita, bailarinos e público aproximam-se e encontram-se no palco, na sexta-feira, 19 de novembro, às 10 horas.

 

A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo traz a Ovar o espetáculo “Amaramália”, coreografado por Vasco Weelenkamp a propósito da comemoração dos 100 anos de nascimento de Amália Rodrigues. Amaramália in memoriam apresenta-se como uma projeção imaginária, uma cerimónia sem tempo e personagens definidas. O seu espaço tanto poderá ser a geometria obscura das vielas e tabernas de Lisboa — na sua penumbra habitada —, como uma janela debruçada sobre a claridade de um lugar sem nome. As flutuações do destino e das paixões humanas, a tristeza, a separação, a estranheza, o voo e o grito pela liberdade, ressurgirão como a expressão de um sentimento de vida incerta. Com o apoio da Direção Geral das Artes, no palco do CAO, a 19 de novembro, sexta, pelas 21h30.

 

Por fim, a fechar o Caixa de Dança, a 21 de novembro, domingo, às 18 horas, Ana Renata Polónia estreia “Kama”. Em residência artística, a bailarina e coreógrafa ovarense trabalhou na criação de Kama, que representa o espaço sobre o qual se propõe explorar o relacionamento entre diferentes géneros. De acordo com Ana Renata Polónia, esta pesquisa coreográfica pretende cruzar técnicas de contacto-improvisação com as ilustrações do antigo texto indiano “Kama Sutra” de Vatsyayana, explorando a possível soberania individual que ocorre nestes encontros. Dois corpos que constroem uma narrativa sobre a história dos géneros e os seus eternos conflitos.

 

Para Alexandre Rosas, vereador da Cultura, “o Caixa de Dança 2021 regressa em força e prossegue com a estratégia cultural do município de Ovar de promover e valorizar os agentes locais, quer na disponibilização de meios e recursos, quer no investimento na valorização pessoal e artística dos muitos intervenientes no processo criativo e dinâmica cultural, ao mesmo tempo que se apresenta como uma alternativa cultural acessível a todos os públicos”.

 

Mais informações em Caixa de Dança 2021 ou em FacebookOvarcultura. Bilhetes à venda no Centro de Arte de Ovar e em www.bol.pt.

 

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