Centro de Vacinação

Ribau Esteves: “Centro de vacinação estará aqui enquanto for preciso vacinar”

Centro de Vacinação

 

Já abriu portas o novo Centro de Vacinação de Aveiro. O equipamento ocupa as antigas instalações do Banco Alimentar Contra a Fome, na ala nascente do Terminal Rodoviário, junto à estação de comboios. Trata-se de uma estrutura de “utilização exclusiva e sem limitação de tempo”, preparada para garantir a inoculação de 600 a 800 pessoas por dia e, com isto, dar resposta à nova fase do processo de reforço da vacinação contra a Covid-19.

 

Naquela que foi a primeira manhã de funcionamento do novo centro, o presidente da câmara de Aveiro e o diretor do ACeS-BV – Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga visitaram as instalações. Para Ribau Esteves, esta visita é mais uma forma de apelar a todas as pessoas para “que se vacinem, mesmo aquelas que têm a absurda tese de se negar a vacinar, armados em cientistas”. “Saibamos que a confiança na ciência é um instrumento de capital importância para ganharmos este difícil combate que já travamos há tempo demais”, recomendou o autarca.

 

Ribau assegura que o novo centro de vacinação “não fica condicionado a nada”. “Aqui não vai haver Feira de Março ou qualquer episódio do género daqueles que vamos realizar no espaço que a câmara tinha disponibilizado anteriormente ao ministério da Saúde – o Parque de Feiras e Exposições de Aveiro. Este centro de vacinação estará aqui enquanto for preciso vacinar segundo esta metodologia que o ministério adotou e que implica a utilização de espaços específicos”, promete.

 

Confrontado com relatos de “descontentamento por parte dos utentes” e “longas filas de espera” no período em que, depois do encerramento do centro de vacinação que havia estado a funcionar no Parque de Feiras e Exposições, a vacinação teve lugar no centro de saúde de Aveiro, o autarca explicou que a estrutura que esteve instalada no Parque de Feiras até outubro do ano passado só foi desativada “porque já não era precisa”. De acordo com o autarca, naquele mês, houve “semanas em que só se vacinava durante uma ou duas manhãs e semanas em que nem sequer se vacinava”. “A necessidade era muito curta, ao ponto de se ter decidido desativar [aquela instalação], direcionando a pouca vacinação esperada à data para aquele que é o sítio normal para se tomar uma vacina:  o centro de saúde”. É quando uma “mudança radical” da conjuntura, por volta dos finais de novembro e início de dezembro, faz “disparar” a necessidade de vacinar, que, “em primeiro lugar, tivemos de usar a estrutura que tínhamos na mão [o centro de saúde] e, em segundo, tivemos de olhar a cidade para arranjar soluções”, conta o edil. “Mas com uma nota: não podíamos voltar para o Parque de Feiras e Exposições porque o recinto vai voltar a ter vida”, acrescenta.

 

Várias hipóteses terão sido estudadas, mas o local escolhido acabou por ser o armazém da ala nascente do Terminal Rodoviário. “Entendemos que, naquilo que respeita à sua localização e às condições que tem, este era o local apropriado [para instalar o novo centro de vacinação da cidade]”, diz Ribau Esteves. Pedro Almeida não podia estar mais de acordo: “Não foi fácil encontrar um espaço em Aveiro com estas características. Estamos a falar de um edifício muito central, o que nos permite reduzir consideravelmente a pegada ecológica do processo de vacinação em Aveiro. Temos comboios, autocarros, podemos vir a pé, de bicicleta… em termos de localização não podia ser melhor”, sublinha.

 

O diretor do ACeS-BV recorda que o novo equipamento está equipado com sala de preparação, sala de observação, sete postos de vacinação e zonas de recobro. Quanto à equipa técnica que o acompanha, é composta por um médico, uma escala de até 12 enfermeiros que “será condicionada à procura diária, tendo em conta o processo de agendamento e a nossa estimativa quanto à [modalidade de] ‘casa aberta’”, três assistentes técnicos e três assistentes operacionais em regime de exclusividade.

 

Considerando o evoluir da situação pandémica, sabendo que o processo de vacinação determina timings de vacinação diferentes consoante a faixa etária dos utentes e que, além disso, “temos muita população infetada neste momento que, por esse motivo, não será elegível para vacinação nos próximos tempos”, a atividade do novo centro de vacinação estender-se-á, pelo menos, por vários meses. “Um cidadão que tenha tomado uma vacina Janssen, esteja infetado agora e não tenha ainda tomado a dose de reforço, tomá-la-á daqui por três meses. Por sua vez, alguém que tenha tomado uma vacina AstraZeneca, Pfizer ou Moderna, esteja infetado agora e não tenha tomado a dose de reforço, só será vacinado daqui por seis meses. Ou seja, ainda temos muitas terceiras doses por administrar”, recorda Pedro Almeida.

 

 

*Foto: Afonso Ré Lau

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