O Teatro Aveirense começa o ano de 2026 com uma programação intensa, anunciando um quadrimestre repleto de propostas nas áreas da música, do teatro, da dança e do cinema, no que se incluem três festivais.
William Shakespeare é um dos nomes a ter em conta nos próximos meses. O Teatro Aveirense conta com várias propostas para celebrar uma das maiores figuras da dramaturgia universal, no ano em que se completam 410 anos sobre o seu desaparecimento. A primeira é apresentada no dia 24 de janeiro, com a encenação de “Hamlet”, por Marcos Barbosa, numa abordagem que explora a fusão entre a dramaturgia contemporânea e os clássicos. Entre 2 e 7 de fevereiro entra em cena a Trilogia Shakespeare, pelo Teatro Praga, com um conjunto de propostas que têm este dramaturgo como eixo, dirigidas a várias faixas etárias. Um “Hamlet” para crianças, uma versão de “Romeu & Julieta” passada numa cozinha ou um Macbeth transformado em “MacBad” e convertido em videojogo são algumas das possibilidades deste ciclo, que mostra o famoso Bardo de Avon sob novas perspetivas.
Ainda no teatro, conte-se com espetáculos que trazem os textos de alguns dos maiores autores da cena atual. É o exemplo de Nigel Williams, cujo famoso “Class Enemy” é levado à cena por Manuel Tur, a 13 de fevereiro, e de Jon Fosse, Nobel da Literatura em 2023, que verá Nuno Cardoso a encenar “O Nome”, no dia 25 de abril. A não perder estará ainda o espetáculo “O Sexo e a Idade”, nos dias 13 e 14 de março, que junta um elenco de figuras amplamente conhecidas do público: Diogo Valsassina, Jorge Mourato, Manuel Marques e Pedro Teixeira. Também conhecido do público é o ator brasileiro Mateus Solano, que traz a Aveiro o primeiro monólogo escrito por si, “O Figurante”, para ver no dia 28 de março.
Calendário musical combina fado, eletrónica, pop e erudita
A música tem no Teatro Aveirense um quadrimestre repleto de propostas que prometem marcar o calendário. Depois do tradicional Concerto de Ano Novo, da Orquestra das Beiras, marcado para os dias 1 e 2 de janeiro, os Delfins regressam aos palcos com “U Outro Lado”, no dia 17 de janeiro, um concerto com as suas canções menos óbvias. Para o Dia dos Namorados fica marcado o regresso do Festival Montepio ‘às vezes o amor’, que desta vez irá trazer as canções de José Pinhal, um romântico misterioso que se vê celebrado pela banda de tributo José Pinhal Post-Mortem Experience. Dias depois, a 21 de fevereiro, é a vez de Camané, um dos nomes cimeiros do fado se apresentar no Teatro Aveirense. A 26 de fevereiro dá-se o primeiro concerto da rubrica Novas Quintas, com um concerto de Mirror People, ficando o segundo concerto desta rubrica marcado para 2 de abril, com a apresentação de Raquel Martins. A 5 de março o fado volta a apresentar-se e novamente com uma das suas maiores figuras, Ricardo Ribeiro. A 22 de março a música erudita é celebrada através de uma obra essencial, “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg, interpretada pelo agrupamento Ars ad Hoc com Ana Caseiro. Para o dia 4 de abril fica marcada a apresentação da ópera “Pigmaleão”, de Gerson Batista e João Fino, duas figuras conhecidas do panorama artístico de Aveiro. Nos dias 11 e 16 de abril ficam marcados dois concertos imperdíveis, ambos com bandas de mérito do panorama nacional: Cara de Espelho e PAUS, respetivamente.
Dança com algumas das obras mais desafiantes da época
Na dança, conte-se com a apresentação de “VANISHING”, de Beatriz Valentim e Bruno Senune, no dia 29 de janeiro, no âmbito da rubrica Palcos Instáveis – Segunda Casa. Para o dia 20 de fevereiro fica marcada a apresentação da obra “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Frágil”, de Hugo Calhim Cristóvão e Joana Von Mayer Trindade”, cujo desenvolvimento passou pelo Teatro Aveirense em 2025. Numa fusão de dança e teatro, o espetáculo “Do Tirar Pelo Natural” junta o belga Eddy Becquart a João Garcia Miguel, numa peça que tem a figura de Francisco de Holanda como eixo, para ver no dia 27 de fevereiro.