Confraria do Bacalhau presta tributo aos capitães num jantar especial

 

 

Vai ser uma experiência gastronómica diferente ainda que incluída no cenário e espírito do Festival do Bacalhau. O chef Duarte Eira, do restaurante Salpoente, aceitou o convite da Confraria Gastronómica do Bacalhau, da qual é confrade de honra, e, no próximo dia 14, irá confecionar um menu dedicado aos que andaram na pesca do “fiel amigo”.

 

A iniciativa, a que a confraria deu o nome de “Jantar do Capitão”, está sujeita a reserva prévia e limitada a 100 lugares. O programa do jantar foi dado a conhecer esta quinta-feira, num passeio de lancha que teve como ponto de passagem o Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, onde irá decorrer o festival, já a partir desta quarta-feira.

 

Pastéis de bacalhau do Senhor Capitão, saladinha de bacalhau de cura amarela, creme de bacalhau perfumado com aipo, surpresa de um estufadinho de samos e línguas com grão de bico e mousse de queijo da serra e sementes de abóbora da Terra Nova são algumas das iguarias que compõem a ementa do “Jantar do Capitão”, que irá decorrer na tenda da Confraria Gastronómica do Bacalhau.

 

A “viagem” tem início pelas 19h00 e compreenderá, ainda, alguns apontamentos culturais. O preço é de 30 euros por pessoa (com vinhos, digestivo e café incluídos), podendo as reservas ser feitas através de formulário online.

 

Segundo anunciou Hugo Coelho, grão-mestre da confraria, este jantar pretende homenagear a figura responsável por “conduzir o navio ao bacalhau e trazer a tripulação sã e salva de regresso”. “Todas as funções a bordo têm o seu mérito e responsabilidade mas, no fundo, o capitão é a segurança e responsabiliza-se por trazer o bacalhau”, acrescentou, anunciando que o jantar contará com a participação de vários capitães que estarão a partilhar os seus conhecimentos e experiências com os convivas presentes.

 

É o caso de José Paulo Vieira da Silva, confrade e, simultaneamente, antigo capitão da pesca do bacalhau. Além dos 25 anos que dedicou à pesca do “fiel amigo”, também andou embarcado como inspector de pescas da Comissão Europeia. “Ílhavo era a terra dos capitães”, recordou, ainda que tenha considerado que a figura do capitão acaba por ser o pretexto para a confraria proporcionar uma experiência diferente e distinta aos visitantes do Festival de Bacalhau.

Partilhar

Post a Comment