Albergaria suspende piscinas por causa do aumento do gás e eletricidade

 

 

 

 

O município de Albergaria-a-Velha decidiu suspender temporariamente o funcionamento das três piscinas municipais – Albergaria-a-Velha, Branca e São João de Loure – a partir do dia 31 de outubro de 2022, estando a preparar programas alternativos para os utentes.

 

Esta decisão, segundo é avançado em nota enviada à comunicação social, fica a dever-se “ao elevado aumento do custo do gás natural e da energia elétrica”. “Perante a avaliação de consumos reais e os preços energéticos do mercado para 2023, a fatura dos três equipamentos revela um aumento na ordem de 1,2 milhões de euros, em relação aos preços do ano de 2019, ou seja, o município de Albergaria-a- Velha confronta-se com um aumento da fatura energética dez vezes superior ao estimado”, é destacado.

 

Neste contexto económico, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha considera este custo energético incomportável, considerando ser um ato de má gestão contratar energia para estes três equipamentos a valores tão elevados, na medida em que essa fatura comprometeria a atividade municipal.

 

“O momento de crise que atravessaremos em 2023, com a mais alta taxa de inflação dos últimos 30 anos, e a incerteza associada a novos aumentos dos preços em geral, impõe que este executivo tenha decidido pela suspensão temporária do funcionamento das três piscinas municipais, canalizando os esforços e valores em causa para reforço e alargamento do apoio social a mais famílias e empresas, através dos programas existentes. Esta é uma decisão que foi muito ponderada e difícil de tomar, baseada no bom senso, mas necessária na presente data”, afirma António Loureiro, presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha.

 

Segundo é referido ainda na nota de imprensa, “o município de Albergaria-a-Velha tem acompanhado, desde o início do ano, os sucessivos aumentos dos preços da energia e conseguiu manter para este ano de 2022 os valores contratados em 2021, tendo sido um dos primeiros municípios da região de Aveiro a aceder ao mercado regulado em matéria de energia”.

 

 

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