Caro leitor,
A semana é de festa na capital de distrito, mas nem todas as notícias estiveram a condizer com o momento. Começando, desde logo, pelo fecho da Casa Martelo. Nos vidros e letreiros do número 137 da Rua dos Combatentes da Grande Guerra lia-se “Casa Martelo, desde 1950”. Era considerada a loja de ferragens mais antiga de Aveiro. O fecho de portas aconteceu no final de 2025 e foi agora assumido publicamente pelos atuais proprietários. A histórica drogaria do centro da cidade era gerida pela terceira geração de proprietários e o seu encerramento vem na senda do desaparecimento de outros comércios emblemáticos de Aveiro, como foram os casos recentes da Casa Fernando ou do restaurante Evaristo.
A nível político, a semana fica marcada pelas buscas realizadas pela Polícia Judiciária na Câmara de Aveiro, “no âmbito da eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas”. Segundo avançou a PJ em comunicado, “estão em causa decisões e procedimentos adotados em alterações de instrumentos de ordenamento do território”. Tudo leva a crer que as suspeitas sejam relativas ao mandato do anterior executivo, liderado por José Ribau Esteves, tendo já sido aventada a possibilidade de estarem ligadas ao projeto do Cais do Paraíso. A Câmara Municipal de Aveiro diz aguardar “com tranquilidade o decurso da presente investigação que, segundo as autoridades, se encontra em segredo de justiça”.
A investigação veio a terreiro, refira-se, poucos dias antes de acontecerem as eleições para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) – estão agendadas para segunda-feira, dia 12 de janeiro. Ribau Esteves, cuja candidatura é a única apresentada a sufrágio, já deu a conhecer as linhas gerais de ação que definiu para a liderança daquele organismo.
Em Águeda, esta semana ficou marcada pela cerimónia de abertura do European Green Leaf 2026 Águeda. Aconteceu esta quinta-feira, 8 de janeiro, no Centro de Artes de Águeda, perante a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e ficou marcada pela apresentação do projeto do Parque Ambiental da Cidade de Águeda. Esta mancha verde vai nascer na área ribeirinha que há décadas é vista como um espaço com enorme potencial ecológico e paisagístico, pretendendo promover a biodiversidade, a mobilidade suave e a convivência entre as pessoas e o rio Águeda.
Por Ílhavo, o executivo municipal aprovou as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2026, com as abstenções do Unir Para Fazer e do Partido Socialista. Com um orçamento global de 67,5 milhões de euros, “a educação afirma-se como prioridade estratégica do município, com um investimento superior a 17 milhões de euros, destinado à requalificação profunda dos estabelecimentos de ensino do concelho, com enfoque na sustentabilidade ambiental, na eficiência energética, na acessibilidade e na inovação pedagógica”. “Na área da Saúde, estão previstos mais de 6,2 milhões de euros para a requalificação do Centro de Saúde de Ílhavo e da Extensão de Saúde da Gafanha da Nazaré, melhorando as condições de atendimento, conforto e segurança para utentes e profissionais”. Em nota de imprensa, a vereadora do PS, Sónia Fernandes fez saber que a sua abstenção não significa concordância com o documento”, recordando que o Partido Socialista apresentou propostas concretas, construtivas e fundamentadas, que não foram consideradas pelo Executivo Municipal. Entre essas propostas, destaca-se a criação de um Gabinete de Medicina Dentária nos centros de saúde.
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