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DJ Blytz: a eletrónica com alma latina e raízes aveirenses

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Com o novo single “La Nena”, João Correia – DJ Blytz, como é conhecido nas pistas de dança – confirma que a música eletrónica pode ser muito mais do que batidas secas ouvidas madrugada dentro numa discoteca. “Quis mostrar que a música eletrónica pode ter melodia, sentimento, história”, diz o jovem artista que, nesta nova faixa vibrante e dançável, mistura a energia do House com ritmos latinos como a Cumbia, o Merengue e a música cubana. O resultado promete marcar uma nova etapa no percurso de um produtor que procura sempre “trazer ao público aquilo que não estava à espera de ouvir”.

João Correia cresceu rodeado de música. “Desde que me lembro de ser gente, a música fez parte do meu dia-a-dia”, confessa. Em casa, havia sempre uma canção a preencher o silêncio. “O meu pai tem muito essa cultura: há sempre música ligada, todos os dias”. A música é, igualmente, uma espécie de herança de família. Do lado materno, o bisavô fundou um grupo musical que animava festas e eventos da região, mas também um tio-avô seguiu o caminho musical - “Sempre ouvi muitas histórias sobre essa parte mais clássica da música, o solfejo, as harmonias”. Talvez por isso, o percurso de João Correia até à música eletrónica tenha começado no Conservatório, com as cordas de nylon da guitarra clássica – uma base que, garante, continua a influenciar a forma como cria. “Tento usar sons orgânicos, instrumentos reais. Há uma ligação entre o clássico, o orgânico e o eletrónico”.

A transição da música erudita para os sintetizadores pode parecer um salto radical, mas para DJ Blytz foi um caminho natural, feito de curiosidade e descoberta. “Foi muito autodidata”, admite. “Já tinha as bases musicais, e depois foi experimentar, deixar fluir.” Aos 12 ou 13 anos, quando a vaga do EDM (Electronic Dance Music) invadia as rádios e festivais, descobriu um programa de produção musical e começou a explorar sons, batidas e estruturas rítmicas. “Foi uma brincadeira de miúdo. Fui experimentando, vendo vídeos, mexendo nos sons.” O que começou como curiosidade tornou-se paixão e, ao longo de mais de dez anos, DJ Blytz construiu uma carreira marcada pela versatilidade: atua em festas, festivais e eventos – “Esses ambientes dão-nos uma bagagem incrível” –, e soma já mais de 200 mil streams nas plataformas digitais.

Essa experiência em ambientes distintos ajudou-o a desenvolver um instinto apurado para o público. “Nos casamentos aprendi que a pista tem de estar sempre ao rubro. A próxima música tem de ser melhor que a anterior”. Nos seus sets, procura equilíbrio entre o familiar e o inesperado. “Tento sempre misturar músicas conhecidas com coisas novas, algumas minhas. É uma forma de oferecer algo ao público”.

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O novo single “La Nena” nasce dessa vontade de experimentar. “Há quem diga que música eletrónica é só ‘puntz- puntz-puntz’, batida seca. Eu quero mostrar que é mais do que isso”. Produzida ao longo de vários três meses, a faixa combina batidas eletrónicas com amostras sonoras antigas e ritmos quentes. “Deixo fluir. Gosto de ir produzindo com calma, mostrar a amigos, ouvir opiniões. Às vezes basta uma sugestão para mudar tudo”.

Com graves vibrantes, percussões dançantes e um groove contagiante, La Nena é um convite à celebração e, em palco, “tem funcionado muito bem”. “Sempre que a toco, o público vibra”, afirma. Já nas plataformas digitais, o crescimento é mais lento. “É difícil. Há muita oferta e as rádios não apostam em artistas pequenos. Às vezes, uma simples partilha ou um like faria toda a diferença”. Ainda assim, o DJ acredita no valor do seu trabalho e na força da cena eletrónica local, embora reconheça que em Aveiro o género “ainda não tem o reconhecimento que merece”.

“Faz todo o sentido que rádios e eventos locais deem espaço aos artistas da região”, defende. Os sunsets de verão, mais ligados ao House e ao Afro House, são, na sua opinião, um bom sinal. “São janelas abertas para este tipo de som, mas é preciso ir mais longe e quebrar o estereótipo de que a música eletrónica é só para quem vai à discoteca”.

Paralelamente à música, João Correia trabalha há quase seis anos como técnico de luz no projeto cultural 23 Milhas, em Ílhavo. “A programação é intensa, e isso rouba-me algum tempo, mas também me ensina muito sobre palco e energia.” Apesar de considerar a música um hobby, admite: “Quem me dera que fosse o meu trabalho a tempo inteiro”.

Entre os projetos futuros, pensa lançar um EP com quatro a seis faixas e sonha com uma fusão entre a eletrónica e as tradições locais. “Gostava de gravar sons dos Cardadores de Vale de Ílhavo e dos Toca a Baldar, misturar esses registos com eletrónica. Mostrar o que é nosso, mas também levar a nossa cultura a quem é de fora”.

Com “La Nena”, DJ Blytz dá um passo firme na consolidação do seu estilo: uma eletrónica eclética, emocional e aberta ao mundo. “A música é feita de encontros – entre estilos, culturas e emoções”, explica. E é nesse cruzamento entre o local e o global, entre a tradição e o futuro, que este jovem artista parece ter encontrado o seu verdadeiro som.

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