“O património do barco moliceiro e da arte da construção naval ganha agora uma nova notoriedade, um incremento de escala para um nível mundial”. Foi desta forma, e a partir de Nova Deli, que Januário Cunha, presidente da Câmara da Murtosa, município detentor de grande tradição na construção de embarcações tradicionais da ria, resumiu a vitória alcançada pela região de Aveiro com a aprovação da candidatura apresentada na UNESCO.
Em declarações à Aveiro Mag, o edil fez questão de sublinhar que “o património é feito de pessoas”, razão pela qual deixa “uma nota de destaque à gente que teimosamente continua a preservar o barco moliceiro”. Januário Cunha referia-se aos construtores navais e também aos proprietários de barcos moliceiros.
Também o presidente da Câmara Municipal de Aveiro fez questão de se congratular com a decisão da UNESCO de inscrever o barco moliceiro na lista de Património Cultural Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente. Luís Souto Miranda, sublinha que se trata de “um momento histórico para a região de Aveiro e para Portugal. Hoje celebramos Aveiro, celebramos todos os nossos mestres e celebramos um legado que queremos proteger para as novas gerações. O reconhecimento da UNESCO reforça aquilo que sempre defendemos: o moliceiro é uma expressão singular da identidade da Ria de Aveiro, fruto do talento e dedicação de gerações de construtores e outros artistas que mantêm viva a arte da carpintaria naval da Ria”.