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Quinto Palco: o trabalho desta associação dava um espetáculo feliz

Artes

Chegámos, precisamente, na altura em que decorriam os últimos preparativos para o ensaio geral de “Água”, a mais recente produção com a assinatura da Quinto Palco, e não foram precisos muitos minutos para percebermos que tínhamos, perante nós, um grupo marcado pelo amor às artes. Nasceram em 2016, na sequência de umas sementes que tinham sido lançadas numa escola de Ílhavo, e nunca mais pararam de surpreender o público, com espetáculos para várias idades e outros projetos artísticos. Apesar da sua juventude, a associação cultural Quinto Palco, sediada na Gafanha da Nazaré, já conquistou a sua marca no “passeio da fama” dos coletivos artísticos da região.

A sua última produção foi apresentada a 11 de novembro, no Cais Criativo da Costa Nova, e centrou-se nesse “bem escasso e supervalioso” que é a água. Duas sessões com casa cheia, palmas quanto baste, mas o que poucos saberão é que o espetáculo começou a ser desenhado “numa folha de papel cenário, no chão”. “Foi um texto escrito a várias mãos”, destaca Anabela Mateus, da direção da Quinto Palco, evidenciando o espírito de equipa que reina entre o grupo, sendo que “no grupo” cabem jovens, adultos e, inclusive, elementos de outras associações artísticas. E o “Água” aí está para o comprovar: entre o elenco contavam-se alguns elementos ligados a coletivos externos, nomeadamente ao CETA – Círculo Experimental de Teatro de Aveiro e ao Palco Central.

“É esta a nossa forma de estar. Não estamos a competir com ninguém, muito pelo contrário. Há lugar para todos”, exalta Júlia Cavaz, presidente da Quinto Palco. Abre-se a porta a elementos externos e todos ficam a ganhar. “É muito positivo este intercâmbio. É algo que defendi sempre muito enquanto estava mais ativo no CETA e, de facto, conseguimos algumas aproximações, nomeadamente ao GrETUA”, testemunhava João Rodrigues, antes do ensaio geral de “Água”. “Fui muito bem acolhida e percebi rapidamente que estava a lidar com gente muito criativa”, destacava, por seu turno, Andreia Ribeiro da Silva, da Palco Central.

O elenco de "Água" (foto de: Catarina Rocha)

O “era uma vez” da Quinto Palco começa numa escola de Ílhavo, onde Anabela Mateus e Paula Gomes, enquanto professoras, já iam dinamizando um grupo de teatro. “Entretanto, o então vereador Paulo Costa desafiou-as a alargar o grupo para fora da escola e a criar o grupo Mais Palco, a funcionar na Casa da Cultura de Ílhavo”, introduz Rita Vizinho, outra das sócias fundadoras da associação.

O desafio seguinte surgiu pouco depois. Luís Ferreira, na altura programador do 23 Milhas, “achou que o município poderia apoiar muito mais o trabalho que elas faziam no teatro se constituíssem uma associação”. Anabela Mateus e Paula Gomes aceitaram o desafio, mas fizeram questão de convidar “um conjunto de amigos” a embarcar na aventura.

Estava, assim, criada a Quinto Palco, formada por “pessoas de variadas áreas artísticas, desde a fotografia, música, dança e teatro”, nota Júlia Cavaz. “Somos muitas vezes estimulados pelo 23 Milhas, que nos desafia a fazer projetos”, acrescenta a presidente, dando o exemplo do espetáculo “Baloiçar”, para bebés, que tem associado um livro e um CD – o primeiro, ilustrado por Helena Zália, e o segundo concebido por Paulo Gravato, ambos sócios-fundadores da associação.

Uma das grandes apostas da Quinto Palco passa pela formação, particularmente junto das camadas mais novas. “Com os jovens temos concorrido ao Panos, que é um projeto do Teatro Nacional D. Maria II e vamos concorrer pela terceira vez este ano”, realça Júlia Cavaz. Para breve, está prometido um grupo de formação para adultos. “Como tudo o que fazemos na Quinto Palco tentamos começar com a letra Q – temos o QPalcos, que é o projeto de formação dos jovens, e o QPeças, que é um festival de teatro – este será o QPalcos Adultos”, acrescenta.

Os planos para o futuro passam, ainda, por manter o grupo ligado aos estúdios da Rádio Terra Nova, onde já desenvolveram projetos como o Rádio Novelo. “Vamos ter agora outro projeto, a partir do livro sobre o linguajar de Ílhavo, do Domingos Cardoso, que nos desafiou a fazer um CD”, desvenda Júlia Cavaz, antevendo um ano cheio de atividade. É caso para dizer: QBom.

* Créditos da foto de capa: Catarina Rocha

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