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Avenida Dr. Lourenço Peixinho, n.º 49, 1.º Direito, Fracção J.

3800-164 Aveiro

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A Estação, a Avenida, as Pontes e o Rossio

Opinião

Inaugurado que está o parque de estacionamento do Rossio, apraz-me, enquanto aveirense independente, emitir uma opinião final sobre um conjunto de obras que visou reabilitar o centro urbano de Aveiro. Uma opinião apaixonada, desprovida de qualquer tipo de influência político-partidária e que não é mais do que um simples exercício de reflexão sobre uma série de intervenções/alterações urbanísticas que, ainda hoje geram polémica, mas que no cômputo geral, julgo que trouxeram mais coisas boas do que negativas a Aveiro.

1 – A Estação da CP

O edifício da antiga Estação de Aveiro voltou a ganhar todo o seu esplendor! Fantástica obra de reabilitação (como querendo provar que é possível reabilitar sem alterar a essência do que está a ser intervencionado), à qual faltou a capacidade (ou competência) de lhe dar uma maior utilidade. A nossa Estação é, sem dúvida, uma das mais bonitas de Portugal, mas quem lá entra depara-se com um espaço que, na prática, não tem mais para oferecer do que muitas lojas de comércio que vendem o sal, os ovos moles, os vinhos da Bairrada e mais uma série de produtos da nossa região. A Estação está fantástica por fora, mas por dentro, desilude por completo.

2 – Avenida Dr. Lourenço Peixinho

Continuo a ficar admirado quando ouço ou leio opiniões sobre a “nova” Avenida, limitando essas mesmas opiniões à capacidade que a principal artéria da cidade passou a ter em “escoar” o trânsito automóvel, como se isso fosse o mais importante! E não é! De facto, uma avenida “afunilada” junto às “Pontes” e com várias rotundas no lugar dos antigos cruzamentos com semáforos, fez aumentar as filas de automóveis, mas reduzir uma opinião sobre a obra apenas ao trânsito automóvel não faz sentido nenhum. Mais: nem deve ser o mais relevante. Relevante é destacar os passeios mais largos, sem buracos, nem altos e baixos. Relevante é a prioridade que foi dada aos peões. Relevante são as áreas pedonais que todos ganhámos com a ligação da Praça Jaime Magalhães Lima à própria Avenida, por exemplo. É notório que a Lourenço Peixinho já tem hoje nova “vida” e tem tudo para continuar a rejuvenescer. Ainda em relação ao trânsito automóvel, a Avenida passou a ter uma via para os carros e outra para os autocarros, mas infelizmente, o que não muda é a falta de civismo da grande maioria dos aveirenses. A culpa não é da obra, é das pessoas que, todos os dias, continuam a estacionar os seus carros na via dos autocarros, só porque vai ao Banco, ou porque vai tomar café, ou porque vai fazer o Euromilhões. A culpa é também de uma Polícia Municipal que podia ter aqui um papel fiscalizador e que continua ausente das ruas no dia a dia da cidade. Mas aqui concordo com Ribau Esteves: Aveiro continua sem perder a oportunidade para entrar na Avenida de automóvel! E posso dar o meu próprio exemplo: vou, praticamente, todos os dias a casa dos meus sogros, em plena Avenida Lourenço Peixinho, e nunca entro com o carro na Avenida. Para quê, se posso deixar o carro no Estacionamento da Estação ou no parque que fica por trás do Centro Comercial Oita? De resto, a Avenida não tem menos árvores como muitos diziam (há que dar tempo ao tempo para que possam crescer), tem uma melhor iluminação e, com a deslocação da estátua do soldado desconhecido, ganhou uma nova e agradável praça.

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3 – As Pontes

Apesar do ponto positivo que foi a substituição do paralelo por um piso alcatroado, entendo que as obras na Praça Humberto Delgado são as que poderão oferecer mais críticas negativas. Desde logo pela obra que, em breve, ainda será colocada no centro da rotunda: uma obra que custará 350 mil euros e que só poderá ser vista na sua totalidade para quem opte por dar um passeio de moliceiro! Ou seja, já não bastava aquela “coisa” de se avançar para uma obra que não foi apresentada aos aveirenses (algo que, sinceramente, nunca tinha visto em nenhum concelho deste país), como depois, a surpresa acabou por ser decepcionante: uma obra, de gosto discutível, vai ali ser colocada para apenas turista ver.

4 – O Rossio

Fui e continuo a ser contra a instalação de um parque de estacionamento subterrâneo no Rossio. Primeiro, porque não é preciso ser especialista em planeamento urbano para saber que toda e qualquer cidade moderna europeia trabalha, atualmente, em projetos que permitam retirar os automóveis dos respetivos centros dessas mesmas cidades; depois, porque não é um parque com capacidade para apenas 200 automóveis que se vai resolver o problema de estacionamento em Aveiro. Quanto ao resto da obra (custou vinte milhões, é bom que se tenha presente o seu custo!), gosto! Não tem menos espaço verde do que o anterior, passa a dispor de uma praça que poderá receber eventos e, acima de tudo, deixámos de ter um espaço desleixado, abandonado e com passeios completamente estragados. Temos hoje um Rossio, que à semelhança do que foi feito na “Lourenço Peixinho”, dá prioridade às pessoas. E, claro, muitos daqueles que se opuseram radicalmente ao novo Rossio, foram os mesmos que, ainda recentemente, lá foram para festejar o São Gonçalinho. É sempre assim.

Aveiro foi sempre uma cidade avessa à mudança. Lembro-me perfeitamente do que foi a reação coletiva quando se decidiu fechar a Rua Direita ao transito automóvel! Um escândalo, diziam. Hoje, a Rua Direita é, muito possivelmente, a rua mais bonita de Aveiro. Mas pronto.

Em suma: entre vantagens e desvantagens, entre aspetos positivos e menos positivos, Aveiro está mais moderna, mais bonita e mais alegre.

 

 

6 Comentário(s)

henrique praça
22 fev, 2024

concordo genericamente com o texto. escusado, a quase no final o “mas pronto”

paulo solá
19 fev, 2024

sim, de facto, parece que ficará ainda melhor - as pessoas ficam sempre contra qualquer mudança - ao fim de pouco tempo, com a habituação, entranham e orgulham-se. destaco dois absurdos: a escultura para turistas; e as interrupções das faixas de rodagem para autocarros na avenida, e não são assim por falta de espaço.

celestino castro
12 fev, 2024

parece-me que a forma como está previsto o posicionamento da esfera nas pontes mereceria análise. dar relevo ao seu visionamento por baixo, de barco, só para turista ver, prejudica o efeito á superfície. será que o número de pessoas que passam nas pontes não é infinitamente maior do que os que andam nos moliceiros?

josé augusto paiva rodrigues
12 fev, 2024

escreveria aqui um "" livro "" 75 em desacordo com a opinião e tudo se escreveria tal como as actas das 66 sessões de câmara em que eu em altura oportuna e não no final das obras logo emiti o meu parecer face ao conhecimento das memórias descritivas respectivas mas sempre com a alternativa respectiva mesmo com pormenores de solução ou soluções em que aqui em síntese afirmo ««««« é e foi inadmissível que o exmo presidente da câmara eng agostinho tenha descaracterizado a cidade de aveiro quase por completo quando deveria , escusado dizer a meu ver e tal como tantas vezes afirmei desde 2016 que ««««« faça novo em lugar novo que tanto a cidade carece e saiba ponderadamente requalificar o existente que a cidade agradece »»»»»» e só levantando um pouco a ponta do véu ««««««« será que alguém com bom senso e ponderação deixaria que numa obra de requalificação na verdade necessária a arquitectura original do edifício da estação fosse alterada ao ponto de tudo ser corrido a branco nomeadamente a pedra das cantarias de ombreiras , peiroris , padeeiras de portas e janelas onde nem as balaustradas em ferro forjado e candeeiros de parede da iluminação pública fugiram à regra valendo-me hoje para recordar e lá no local olhar para o edifício ao lado da refer para assim matar saudades não recorrendo a ver muitos outros de outras estações onde a traça e imagem se mantém e mantiveram ??...........................seria um livro com muito de tudo e essencialmente na reprovação inadmissível na descaracterização da minha cidade de aveiro de há 77 anos ainad por cima nascido na rua da liberdade do meu alboi . japr

josé paracana
12 fev, 2024

moro na av lp! está moderna, sim! passeios largos, por onde transitam pessoas: a pé e em bicis e trotinetes e motoretas e até servem de seu estacionamento!... é obra! a corda gigante de veículos , a passo de caracol, da estação às pontes...empesta os ares numa poluição nunca sentida! o vereador do ambiente que os meça e medite e actue! sem semáforos, tempo de espera potencia impaciência e aumento considerável de consumo de combustível em alto grau! os autocarros - de turistas - para entrar na rua von haff, para o hotel, ... têm que subir os passeios, pois a passagem é estupidamente estreita! em pouco tempo estarão partidos...! caixotôes de lixo são muito poucos para tanto desperdício! um montão de vários sacos e caixas de papelão, etc mostram uma vez mais a pequenez do plano para esta necessidade cimeira! passar por estas porcarias espalhadas em redor, dá ideia de uma rua de cuba: visão porca e mal cheirosa! o espaço para pedestres e árvores foi mal calculado. autocarros citadinos nao têm uma faixa recortada, que desobstrua o trânsito! já os passeios sobram para o descrito: pistas para tudo o que é proibido (?) para ali rodarem! enfim! estamos num país de engenheiros zoófilos pois o animal-peão desfruta de espaço em demasia! morar aqui é f....!

fernando machado
11 fev, 2024

diz que a avenida tem uma faixa só para autocarros e é verdade, só que quando o autocarro chega às rotundas não pode continuar e tem que ir para a faixa dos outros carros... obrigado

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