Durante três dias (27 a 29 de março), Águeda transforma-se no palco de uma “enorme e verdadeira festa crioula”, com dois festivais (de música e dança), workshops, gastronomia, artesanato e uma instalação artística. Evento celebra a cultura cabo-verdiana, consolidando Águeda como polo europeu do festival e reforçando as pontes culturais entre Portugal e Cabo Verde.
Para Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, o regresso do festival representa também um sinal da abertura internacional da cidade. “O Kriol Jazz é hoje um dos grandes festivais de música africana e é uma enorme honra para Águeda acolher este evento. É a prova de que relações de confiança e cooperação cultural podem criar projetos com impacto internacional”, afirmou, na conferência de apresentação do evento, hoje, no Centro de Artes de Águeda.
O Edil sublinhou ainda a ligação profunda entre Portugal e Cabo Verde. “Temos uma ligação quase umbilical com Cabo Verde. Quando vamos a Cabo Verde sentimos que estamos em casa, entre os nossos. Aquilo que desejamos é que todos os cabo-verdianos que chegam a Portugal se sintam exatamente da mesma forma”, refere.
Jorge Almeida destaca ainda o papel do Centro de Artes de Águeda na projeção cultural da cidade. “Este espaço tornou-se absolutamente essencial para a vida cultural de Águeda, permitindo acolher artistas locais, nacionais e internacionais e afirmar a cidade como um território culturalmente aberto ao mundo”, conclui.
O Kriol Jazz Festival em Águeda afirma-se como uma festa crioula, celebrando a cultura, a música e as tradições de Cabo Verde num encontro que cruza linguagens artísticas, identidades e comunidades. “Este ano quisemos acrescentar ao Kriol Jazz outros projetos, como o Kontornu, a gastronomia e as instalações artísticas para que esta festa fosse ainda mais representativa da riqueza cultural de Cabo Verde. Para além de um cartaz musical forte, procurámos criar um verdadeiro encontro de culturas, com música, dança, gastronomia e momentos de partilha entre artistas e público”, declarou Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, salientando que esta é precisamente uma festa crioula, “um momento em que culturas se cruzam e trocam experiências”.
A realização do festival em Águeda resulta da relação de cooperação entre os municípios de Águeda e do Sal (desde o acordo de geminação assinado em 2018). Esta parceria abriu caminho à internacionalização do Kriol Jazz Festival para a Europa, concretizada pela primeira vez no ano passado em Águeda. A repetição da edição portuguesa, este ano, confirma o sucesso da estratégia e reforça o posicionamento da cidade como ponto de encontro entre culturas atlânticas.
Para José da Silva, promotor do festival, esta edição representa um passo importante na concretização da visão original do projeto. “Estou muito satisfeito com esta programação do segundo ano do Kriol Jazz em Águeda, porque estamos a chegar àquilo que idealizámos desde o início: criar uma verdadeira festa crioula, onde várias expressões da cultura estejam presentes”, afirmou.
Segundo o promotor, a ambição passa por continuar a ampliar o festival ao longo dos próximos anos. “A ideia é que o Kriol Jazz seja cada vez mais um espaço de encontro entre música, dança, artes e outras expressões culturais. Este ano já temos uma programação muito rica e acredito que iremos continuar a acrescentar novas dimensões ao festival”, referiu.
Programação diversa
Ao longo de três dias, vão realizar-se várias atividades, como música, dança, gastronomia, instalação artística e artesanato, envolvendo associações, artistas e diferentes espaços da cidade, num programa pensado para diversos públicos, contribuindo para a formação de públicos e para a aproximação das comunidades à cultura cabo-verdiana.
No plano musical, o Kriol Jazz Festival contará com atuações de nomes de referência como Os Tubarões, Brooklyn Funk Essentials e Yilian Cañizares, que subirão ao palco do Centro de Artes de Águeda ao longo dos três dias do evento.