A mais recente empresa a integrar o PCI – Creative Science Park posiciona-se como um projeto inovador que utiliza o humor como ferramenta de aprendizagem, bem-estar e conexão humana, dirigida tanto a pessoas como a organizações. "Somos uma empresa criativa que ´fabrica humor´ para pessoas e organizações em diferentes contextos", explica Maria Rodrigues, empreendedora e cofundadora do projeto. "Através de eventos culturais, espetáculos, formações e workshops, usamos o humor como ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional".
Fundada por Marco Horácio e Maria Rodrigues, a Fábrica do Humor nasce com a ambição de criar um espaço dedicado à criatividade, indo além da lógica tradicional do entretenimento. "Depois de mais de 30 anos de experiência, percebi que o humor pode ter um impacto muito maior do que apenas fazer rir", afirma o humorista. "Este projeto surge como uma evolução natural: usar o humor como ferramenta transformadora, com propósito e impacto real".
Humor com impacto nas organizações
A iniciativa dirige-se a dois públicos distintos: por um lado, o público geral, que procura momentos de entretenimento de qualidade; por outro, empresas e organizações que querem desenvolver competências-chave. "Empresas, escolas, startups ou equipas comerciais — qualquer organização que valorize comunicação eficaz e criatividade pode beneficiar deste conceito", sublinha Maria Rodrigues.
A aplicação prática do humor em contexto profissional é, aliás, um dos pilares do projeto. "O humor não substitui estratégia, mas potencializa-a", reforça Marco Horácio. "Ajuda as pessoas a comunicarem melhor, a lidarem com a pressão e a criarem relações mais fortes".
Uma ideia que nasce da observação direta do impacto do humor nas dinâmicas humanas. "Percebemos que o humor facilita conversas difíceis, quebra barreiras hierárquicas e cria ligações mais humanas", acrescenta Maria Rodrigues.
Estreia marca o início de uma comunidade
A primeira Stand-Up Night, agendada para 17 de abril, representa o ponto de partida para uma programação contínua. "Será uma noite dinâmica, com novos talentos do stand-up e com a presença do Marco Horácio", explica Maria Rodrigues. "Mais do que um espetáculo, queremos criar uma experiência social".
Para Marco Horácio, o objetivo vai além do evento em si: "Queremos que este seja o início de uma comunidade à volta da comédia e da criatividade, e não apenas um momento isolado".
A ambição passa por consolidar uma agenda regular. "A ideia é construir uma programação consistente, com eventos, formações e workshops que cruzem humor com desenvolvimento pessoal e profissional", reforça Maria Rodrigues.
Aveiro como ponto de partida estratégico
A instalação no PCI não é apenas simbólica — reflete a intenção de integrar o projeto num ecossistema de inovação. Questionado sobre a escolha da localizacao para a implementação deste projeto, Marco Horácio brinca: "Porque a Sara (esposa) me obrigou a vir viver para Aveiro". E acrescenta: "Mas é também uma cidade em crescimento, com uma forte componente jovem e empreendedora".
Essa visão é partilhada pela cofundadora: "Aveiro oferece o equilíbrio ideal entre inovação e proximidade. É o sítio certo para testar e desenvolver um conceito diferenciador".
Numa fase inicial, o foco está na consolidação local, trazendo para a região dinâmicas culturais e criativas frequentemente concentradas nos grandes centros urbanos.
Um conceito global com identidade portuguesa
Embora existam iniciativas internacionais que exploram o humor em contexto organizacional, a Fábrica do Humor aposta numa adaptação ao contexto nacional. "Queremos combinar cultura local, talento nacional e necessidades específicas das organizações portuguesas", explica Maria Rodrigues.
Para Marco Horácio, essa é precisamente a oportunidade: "Há espaço para criar algo com identidade própria em Portugal, com impacto real nas pessoas e nas organizações".
Humor com propósito
Com sede no PCI, a Fábrica do Humor assume-se como um agente de transformação positiva, guiado por valores como empatia, inclusão e educação. "Queremos criar experiências que unam, inspirem e deixem um impacto positivo e duradouro", sublinha Maria Rodrigues.
E a ambição é clara a médio prazo: "Queremos que a Fábrica do Humor faça parte do quotidiano das pessoas e que seja uma referência no distrito de Aveiro".
Marco Horácio resume o espírito do projeto numa ideia simples: "Organizações feitas de pessoas mais conectadas e motivadas são, naturalmente, mais produtivas e inovadoras".