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Município de Anadia contra extração de inertes nas Freguesias de Avelãs de Cima, Moita e na União de Freguesias de Arcos e Mogofores

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O Município de Anadia emitiu parecer desfavorável ao pedido de atribuição de uma área destinada à prospeção e pesquisa de depósitos minerais, nomeadamente caulinos, areias siliciosas e outras argilas especiais, na zona de “Barro do Moleiro”, apresentado pela empresa Simões Sá Pereira, S.A., e que abrange as freguesias de Avelãs de Cima, Moita e a União de Freguesias de Arcos e Mogofores. Esta tomada de posição foi aprovada na reunião de Câmara realizada esta quinta-feira, 9 de abril.

O Executivo reconhece que a exploração de recursos geológicos e depósitos de materiais, embora fundamental para algumas atividades económicas e tecnológicas, “acarreta uma série de aspetos negativos” que afetam o ambiente, a sociedade e a economia local, tão evidenciada já no território municipal, nomeadamente, nas localidades da Cerca, S. Pedro e Candeeira, na freguesia de Avelãs de Cima. “Estes impactos manifestam-se desde a fase de extração até ao abandono das minas, sendo a mineração, por isso, considerada uma das atividades mais agressivas para os ecossistemas naturais”, pode ler-se no documento aprovado.

O Executivo sublinha os impactes ambientais (desde a destruição da biodiversidade e de habitats, a poluição hídrica, degradação do solo, poluição atmosférica e sonora e a alteração da paisagem), os impactes sociais e na saúde das pessoas e animais (problemas de saúde, conflitos sociais e deslocação de pessoas e bens), assim como os riscos de segurança e passivos ambientais (instabilidade geotécnica, rutura de barreiras de contenção de rejeitos, poluição pelo armazenamento de sólidos e minas abandonadas) “podem ser irreversíveis, sem possibilidade de corrigir a capacidade de carga da extração, com consequências na qualidade de vida das pessoas e dos bens por elas possuídos”.

Acresce a este facto, a destruição de uma fonte de matéria-prima para um dos setores mais importantes da economia local, nomeadamente no complexo agroflorestal, uma das maiores fontes de rendimento das populações locais.

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