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Aveiro 2024: Concerto de Ano Novo “vai ligar a tradição à inovação”

Palcos

Joana Magalhães

No ano em que a Aveiro é Capital Portuguesa da Cultura, a programação de boas-vindas a 2024 terá um dos seus pontos mais altos no concerto de Ano Novo, interpretado pela Orquestra Filarmonia das Beiras e dirigido e apresentado por Martim Sousa Tavares. O concerto “Clássica After Hours” começa em registo tradicional, com as habituais valsas e polkas, mas logo a seguir mudar de registo com a estreia de uma obra de Pedro Lima encomendada pela operação Aveiro 2024. Um concerto “inovador”, “dançável”, que promete “ligar a tradição à inovação” e transformar o auditório do Teatro Aveirense numa autêntica discoteca.

“Normalmente, os concertos de Ano Novo são sempre uma imitação daquilo que se faz em Viena desde o século XIX – as valsas e as polkas, danças tradicionais da cultura austríaca, que todos conhecemos do concerto de Ano Novo da orquestra filarmónica de Viena, mas que não dizem nada à nossa cultura. É uma tradição importada”, introduz Martim Sousa Tavares, em entrevista à Aveiro Mag. “Não pretendendo romper com o carinho que o público tem por esse tipo de concertos, entendemos que podíamos ir mais longe e ser um bocadinho mais originais”, continua o maestro, na véspera do primeiro ensaio com a orquestra. “Ora, como o conceito destes concertos de Ano Novo são as danças – as valsas, as polkas – a minha ideia é que tivéssemos uma primeira metade de programa com essas danças e, na segunda metade, explorássemos outras danças que, essas sim, são do nosso tempo e do nosso espaço, as danças que as pessoas realmente dançam atualmente. Quando alguém sai de casa ao sábado à noite para ir dançar, dificilmente é para ir dançar uma valsa. Mais facilmente é para ir dançar «música de discoteca» - um house, um dubstep, um techno, qualquer coisa desse género”. É neste contexto, explica Martim Sousa Tavares, que surge o convite a Pedro Lima, “compositor com a mundividência ideal e o gosto eclético para agarrar numa grande orquestra sinfónica [a formação habitual da Orquestra Filarmonia das Beiras vai contar com vários reforços] e transformá-la num set de quase meia hora de música sinfónica que incorpora os tais elementos da música eletrónica e que promete pôr toda a gente a dançar.”

“O termo aqui é «reinventar», isto é, agarrar em duas coisas que já existem – a orquestra clássica e a música de dança – e juntá-las de uma forma que, provavelmente, poucas pessoas imaginavam ouvir, mas que, assim que ouvirem, tenho a certeza de que vão ficar deliciadas”, resume o maestro.

Tratando-se de recriar um ambiente de discoteca, “não poderia faltar um desenho de luz apropriado”, lembra. “Quem vier ao Teatro Aveirense vai, com toda a certeza, sentir vontade de tirar o pé do chão. É música altamente dançável”, assegura Martim Sousa Tavares, partilhando a convicção de que “esta peça ainda vai dar que falar”. “É muito inovadora, muito eficaz, original, bem escrita, muito agradável de ouvir. Sinto que tenho aqui uma joia em mãos”, reforça, antecipando o “prazer muito grande” de poder realizar a estreia mundial desta obra em Aveiro.

Joana Magalhães

 

Uma cidade “à altura do seu potencial”

Ano Novo é altura de definir objetivos, estabelecer metas e enumerar desejos. Se Martim Sousa Tavares pudesse dedicar uma das suas resoluções de Ano Novo a Aveiro, o desejo do maestro era “que a cidade estivesse à altura do seu potencial”. “Ao trabalhar na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, verifiquei o potencial e a vontade que se verifica nos vários setores da cidade, do público ao privado, da cultura à sociedade, de fazer um grande trabalho. E há matéria-prima e humana para isso. O meu desejo é que 2024 seja um ano à altura do potencial de Aveiro e que nunca mais se volte atrás”, aspira.

O concerto de Ano Novo sobe ao palco do Teatro Aveirense no dia 1 de janeiro, pelas 18h00, e no dia seguinte, pelas 21h30. Ambas as sessões estão esgotadas.

Mercedes Publicidade

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