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Jorge Galveias (Chega): Além de ampliar o hospital, é preciso resolver o problema dos médicos e enfermeiros

Política

Deputado, que foi eleito em 2022, volta a liderar a lista do Chega pelo círculo eleitoral de Aveiro. A rede ferroviária, a agricultura e o alojamento para estudantes, estão entre as prioridades da sua candidatura.

 

 

Conhece a realidade do distrito, de Argoncilhe a Pampilhosa, de Paiva a Sosa? Acredita que a equipa que lidera por Aveiro tem esse conhecimento?

Sim, Argoncilhe com o lugar de Azenha, com a sua capela de Nossa Senhora das Graças, a Pampilhosa do Botão. De Paiva, no concelho de Arouca, a Sosa no concelho de Vagos.

Toda a equipa Chega Por Aveiro conhece bem o distrito. A distrital conta com 19 concelhias, de Castelo de Paiva à Mealhada, cada concelho com a sua equipa.

 

De uma forma específica, diga-nos três coisas que importa melhorar no distrito?

Entre tantas outras:

A rede ferroviária. Se compararmos o mapa da rede ferroviária do distrito em 1974 com o de hoje, é perfeitamente visível como está mais pequena, como abrange menos localidades, essencialmente no interior. Depois de 50 anos de governos PS e PSD, que muito falam em inclusão territorial, o interior está mais abandonado.

A agricultura. Basta olharmos o Baixo Vouga Laguna e o seu abandono, as várias promessas e projetos não cumpridos.

O alojamento para estudantes. Porque não reabilitar edifícios do Estado que estão ao abandono, transformando-os em apartamentos? Assim como construir novos edifícios em terrenos públicos que não têm utilização? De que serve construir um edifício de alojamento para estudantes em Anadia, a cerca de 45 quilómetros da Universidade de Aveiro, com transportes reduzidos?

 

Qual a melhor forma de combater a ideia de que quem chega à Assembleia da República/Governo esquece rapidamente o distrito pelo qual foi eleito?

Só existe uma forma, o contacto permanente com as populações. Única maneira de estar a par dos problemas, e poder assim levá-los à discussão.

 

Que resultados espera alcançar no dia 10 de março (número de deputados por Aveiro)?

Ainda falta bastante tempo para as eleições, e muito pode acontecer até lá, mas diria que quatro deputados é um número perfeitamente possível.

 

Uma das questões que mais tem preocupado os aveirenses prende-se com a tão aguardada ampliação do Hospital de Aveiro, que tarda em avançar. O que se propõe a fazer em relação a esta matéria?

A ampliação do Hospital de Aveiro, ou seja, do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, é apenas um dos problemas. Para além da ampliação do hospital, há que resolver a falta de médicos, os enfermeiros a recibo verde, a quantidade enorme de doentes por ficheiro de cada médico.

 

O traçado da linha ferroviária de alta velocidade tem gerado polémica em vários pontos do distrito. O que tem a dizer às populações afetadas?

Logicamente que é polémica. Se, por um lado, as populações mal foram ouvidas, por outro, haveria alternativas em certos pontos do percurso.

A linha de alta velocidade é importante, mas teria sido fundamental ter sido dada mais importância à auscultação das populações.

 

Faz sentido investir na requalificação e modernização da linha do Vouga?

A requalificação e, obviamente a modernização da linha do Vouga, é importantíssima. É, ou seria, a ligação de Norte a Sul do Distrito, com ligação a Viseu, com toda a facilidade que traria para a deslocação das populações. Não podemos esquecer a enorme redução da linha férrea, nos últimos 50 anos.

 

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O tema das scut voltou a estar na agenda da campanha eleitoral. O que se propõe fazer em relação a isto?

As scut são mais um obstáculo à inclusão territorial. Tal como as portagens, tem que haver alternativas, por forma a que cada um possa escolher que estrada quer utilizar.

 

No que diz respeito à crise na habitação, como olha para a realidade distrital e que medidas concretas preconiza?

A realidade da crise na habitação é transversal ao país. Falta de casas e preços, quer de compra, quer de arrendamento, pornográficos.

A atual lei do arrendamento não resolve e vemos senhorios, inquilinos, investidores, construtores, todos a queixarem-se.

 

A erosão costeira é uma preocupação? Como pretende agir nesta área na região, uma das mais afetadas?

A erosão costeira é uma preocupação em toda a costa do distrito, sendo o concelho de Ovar especialmente preocupante. Não só pela perda de território mas, principalmente, pela proteção das zonas urbanas.

Têm que ser estudadas alternativas ao simples “depósito” de areias, e não se pode pensar na solução mais imediata e com menos custos financeiros, quando estão em jogo famílias, as suas casas, as suas empresas.

 

Aveiro é um distrito com muitas empresas e muita indústria. Que medidas defende para o sector?

O tecido empresarial do distrito é sólido, e conta com perto de quarenta e quatro mil empresas, em que cerca de 46% são empresas transformadoras. A existência de diversas empresas multinacionais é relevante, pois não só exponencia o desenvolvimento do distrito, como contribui para a percentagem de exportação do nosso País.

Apesar do crescimento industrial, é preciso ter em conta um aumento de desemprego, que representa mais de 5% da população ativa.

A falta de equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores, e os deveres dos empresários tem que ser restabelecido, pois ambas as partes têm deveres e direitos.

 

Aveiro é um distrito que acolhe muitos imigrantes. Que política de imigração deve o país adotar?

A política de imigração do Chega é conhecida. Todos os que vierem para trabalhar e aceitarem integrar-se, são bem-vindos.

A política de portas abertas a todos sem qualquer controlo, acabando uma grande parte a dormir na rua, como vimos os timorenses “convidados” pelo sr. Presidente da República, ou este acordo absurdo com os países da CPLP, que permite obter autorização de residência online em 72 horas bastando a manifestação de vontade, não faz qualquer sentido.

 

A desertificação do interior é um fenómeno que também se verifica em Aveiro. é possível reverter a tendência e como?

Sim, é perfeitamente possível. É um problema transversal a todo o país que não só as autarquias, mas essencialmente o poder central tem que decidir resolver. A valorização da agricultura, a rede escolar e de saúde, os transportes públicos, são algumas das questões que, não sendo resolvidas, não fará parar a desertificação do interior.

 

 

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