Lauro Amando Ferreira Marques nasce na cidade de Viseu em fevereiro de 1931, filho único de um Engenheiro Técnico e a mãe “doméstica”. Frequenta o ensino secundário em Viseu, seguindo-se dois anos na Faculdade de Ciências em Coimbra, terminando o curso em Engenharia Civil na Faculdade Engenharia do Porto.
Com muitas histórias da vida de estudante, há uma que ainda hoje não sabe o porquê. Decorria o ano de 1949 e era ano de eleições para a Presidência da República e decide apoiar publicamente, em Viseu, o Gen. Norton de Matos que representava a oposição a Salazar. Mas a candidatura não avança, por não existirem condições de liberdade eleitoral. Segue-se o exame do 7º. Ano, nada que o preocupasse, já que era bom aluno, mas o resultado é um “chumbo” que até hoje nunca soube explicar.
Ainda estudante conhece em Viseu a jovem Ana Mandes Pereira Tinoco que vai com ele para o Porto estudar na Escola do Magistério Primário. Após casamento, têm duas filhas, hoje exercendo as profissões de arquiteta e engenheira química. Em 2010 fica viúvo.
Em 1959 ingressa na Direção Geral dos Serviços Hidráulicos onde desempenha diversos cargos de chefia nos serviços marítimos da instituição que abrange o território de V. Nova de Gaia até Peniche.
De 1972/73 e como Eng.de 1ª, classe, é nomeado Diretor e Administrador da Junta Autónoma do porto da Figueira da Foz. Em 1975 entra para a Junta Autónoma do Porto de Aveiro como Adjunto do Diretor do Porto e em maio de 1987 é nomeado Diretor do Porto de Aveiro até dezembro de 1998 passando a reformado da Função Pública.
Neste caminho profissional de 40 anos, diz-nos Lauro Marques, que é difícil escolher o melhor momento da sua carreira como funcionário publico, mas realça que poderá ter sido a mudança dos serviços do porto de Aveiro para o Forte da Barra e a publicação do Decreto-Lei n.º 339/98, que constituiu um marco na história do Porto, com a conversão da JAPA em APA – Administração do Porto de Aveiro, S.A., sendo-lhe assim reconhecido o estatuto de porto de âmbito nacional, com as novas competências que lhe foram atribuídas no desenvolvimento do porto e a maior autonomia, incluindo a ligação ferroviária do Porto de Aveiro à linha do Norte e a conclusão e melhorias das suas infraestruturas.
Curioso a sua preocupação, quando alguém lhe chama Engenheiro Lauro, “desculpe mas agora já não sou Engº. desde dez. de 1998”!
Mas para quem pensava que já não exercia a sua profissão, é “perito do Ministério da Justiça” em consultorias de avaliações e peritagens!
E quando falamos na atividade em instituições de Aveiro e da região, ri-se com grande prazer e pergunta se tenho tempo para o ouvir!
E começa pela ADERAV, Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural de Aveiro da qual é presidente, tendo já sido membro diretivo do Sporting Clube de Aveiro, do Beira Mar, Comunidade Portuária de Aveiro, da Stella Maris, da Associação Portuguesa das Administrações e Juntas Portuárias, Associação Portuguesa dos Portos de Recreio, do IDAD (Instituto do Ambiente e Desenvolvimento, da UA), é sócio Honorário da Associação Náutica da Gafanha da Encarnação e do Clube de Vela da Costa Nova e Sócio de Mérito do Sport Clube Beira Mar.
