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Arte dos Barcos Moliceiros inscrita em Lista de Salvaguarda Urgente da UNESCO

Património Ler mais tarde

 

A arte da carpintaria naval da região de Aveiro, traduzida nos barcos moliceiros, foi inscrita esta terça-feira na lista de património imaterial em necessidade de salvaguarda urgente da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A notícia foi avançada pela Agência Lusa.

A decisão foi tomada durante a 20.ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a decorrer até sábado em Nova Deli, na Índia.

De acordo com a documentação disponível no site da UNESCO, além dos moliceiros para a lista de salvaguarda urgente, Portugal não tinha qualquer nomeação a votação para a lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade nesta sessão do comité.

O Barco Moliceiro havia já sido inscrito em 2022 no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, por iniciativa da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

"É um momento histórico para a Região de Aveiro e para Portugal. Representa o reconhecimento internacional de uma prática cultural profundamente enraizada na nossa paisagem e no nosso quotidiano. Este resultado reforça o compromisso de toda a região em garantir que este saber-fazer continua vivo e relevante para as gerações futuras", escreveu Jorge Almeida, presidente da CIRA, na sua página de Facebook. 

Esta inscrição representa o reconhecimento internacional do valor cultural e identitário do Barco Moliceiro e do saber-fazer associado à sua construção tradicional, é realçado numa nota de imprensa emitida pela CIRA, na qual é também destacado que este é o "primeiro Património Cultural Imaterial da Humanidade na Região Centro". 

"Unindo 11 Municípios, o processo foi promovido pela CIRA e desenvolvido em colaboração estreita com mestres construtores, pintores, municípios da região, entidades culturais, educativas e operadores turísticos ligados à Ria. A preservação e valorização são as palavras-chave, que um já aprovado Plano de Salvaguarda irá futuramente operacionalizar face a esta nova e maior responsabilidade individual e coletiva, pública e privada", vinda, ainda, a instituição. 

 

* Notícia atualizada às 12h13 com reação da CIRA

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