Com um valor global de 38 milhões de euros, o Orçamento do Município de Estarreja para 2026 aumenta 11,8% (+4 milhões de euros) relativamente a 2025, que coloca o presente exercício previsional como o orçamento inicial mais elevado da autarquia. Após a integração do saldo de gerência e outras receitas em perspetiva, na primeira alteração modificativa, o orçamento assumirá um valor global de 49 milhões de euros. Os documentos foram aprovados na última noite pela Assembleia Municipal.
As Grandes Opções do Plano (Plano Plurianual de Investimentos e Plano de Atividades Municipais) apresentam um valor total de 38 milhões de euros, dos quais 17 milhões de euros encontram-se inscritos no Plano Plurianual de Investimentos e os restantes 21 milhões de euros inscritos no Plano de Atividades Municipais.
Na nota de apresentação das Grandes Opções do Plano de Atividades e Orçamento 2026, Isabel Simões Pinto salientou que 2026 marca o início efetivo de um novo ciclo de governação no concelho de Estarreja, com um “compromisso claro: transformar em ação concreta o projeto coletivo que os Estarrejenses escolheram de forma expressiva, assente na proximidade, na confiança, no trabalho em equipa e numa visão ambiciosa para o futuro do nosso território.”
Com “as pessoas no centro das decisões”, conforme salienta, o Orçamento Municipal para 2026, “no valor global de cerca de 38 milhões de euros, o mais elevado de sempre, representa um crescimento significativo face ao ano anterior e reflete uma trajetória sólida de sustentabilidade financeira”, que permite “reforçar o investimento municipal sem comprometer a saúde financeira do Município, assegurando simultaneamente a continuidade dos projetos estruturantes em curso e o lançamento de novas iniciativas estratégicas.”
Neste arranque de mandato, o novo executivo “aposta no planeamento, na consolidação e na criação das condições necessárias para investimentos estruturais ao longo do ciclo autárquico.”
A começar pela Habitação, Desenvolvimento Territorial e Mobilidade, um dos vetores estratégicos. “Assume-se o planeamento estratégico como condição essencial para um crescimento equilibrado e sustentável. A revisão de instrumentos fundamentais, como o Plano Diretor Municipal, a Estratégia Local de Habitação, a Carta Municipal de Habitação e o Plano de Mobilidade Sustentável, permitirá criar bases sólidas para futuras intervenções estruturais, assegurando melhores condições de vida e maior coesão territorial.”
“A Governação e Participação Cívica afirmam-se como pilares centrais deste orçamento. O investimento no capital humano do Município, na modernização administrativa, na digitalização dos serviços e na adaptação às novas competências descentralizadas é decisivo para garantir um serviço público de qualidade.”
Reforço de políticas sociais
A Coesão Social e Territorial atravessa toda a ação municipal, “traduzindo-se no reforço das políticas sociais, da educação, da cultura, da juventude, do desporto, da segurança e da proteção civil. Este é um compromisso claro: garantir que o desenvolvimento chega a todas as freguesias e que ninguém fica para trás, promovendo igualdade de oportunidades e qualidade de vida em todo o concelho.”