São já quase 2.000 pessoas a exigir a intervenção do Estado Português no caso da morte de Pedro Ferraz Correia dos Reis, administrador do BCI, que tem ligações familiares a Aveiro. Na tarde desta quarta-feira, foi lançada uma petição online dirigida ao presidente da Assembleia da República e ao ministro dos Negócios Estrangeiros motivada pela “incongruência das explicações que foram prestadas em relação à morte” de Pedro Ferraz Correia dos Reis, ocorrida a 19 de janeiro, em Maputo, Moçambique.
Atendendo a que “a investigação realizada pelas autoridades moçambicanas foi dada como concluída num curto espaço de tempo (horas), passando rapidamente da tese de homicídio a suicídio; a explicação de que o Pedro Ferraz Correia dos Reis ‘saiu do seu local de trabalho para ir a sua casa tirar uma faca da sua cozinha, deslocando-se, depois, a um estabelecimento comercial para adquirir mais duas facas, seguindo depois para outro estabelecimento comprar veneno para os ratos, para em seguida cometer suicídio num hotel’, é descabida e inimaginável; e todos aqueles que tiveram o privilégio de privar com o Pedro Ferraz Correia dos Reis não acreditam que ele seria capaz de pôr termo à vida desta forma”, pede-se a intervenção do Estado português “no sentido de apurar a verdade dos factos”.
Para os subscritores desta petição, o percurso de vida de Pedro Correia dos Reis e o respeito pela sua família tornam obrigatória uma intervenção por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da qual o Banco BPI é acionista minoritário, também já emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do seu administrador.
Recorde-se que, inicialmente, as autoridades moçambicanas apontaram para um homicídio, mas, poucas horas depois, concluíram que se tratou de um suicídio. Em Portugal, nomeadamente em Aveiro onde o administrador bancário tem parte da família, reclama-se por uma investigação cabal.