Esta quinta-feira, 26 de fevereiro, a VIC Aveiro Arts House recebe I ERROR, projeto musical eletrónico do violinista, compositor e multi-instrumentista Samuel Martins Coelho.
O concerto marca a apresentação do terceiro álbum de originais do projecto I ERROR, intitulado Randomizer. A performance explora o universo da prática musical como espaço de descoberta, ironizando o erro e o acaso como ferramentas de criação.
O ambiente íntimo do Cinema Secreto da VIC irá propiciar uma aproximação singular ao processo artístico de Randomizer, oferecendo ao público a oportunidade de vivenciar não apenas o resultado final, mas também os vestígios de estudos, esboços e experiências que moldaram a obra.
Se, no projecto I ERROR, as ideias, fragmentos sonoros e experiências surgem como resultado da prática contínua com instrumentos e equipamentos eletrónicos, Randomizer nasce de um lugar essencial na vida de qualquer músico: a prática quotidiana. É nesse processo repetido de treino, escuta atenta e interação com instrumentos que emergem ideias breves, texturas sonoras inesperadas e desvios subtis — fragmentos que, ao longo do tempo, foram reunidos e transformados no material que constitui o álbum.
Este trabalho não se pretende um marco definitivo, antes um ponto dentro de uma trajetória artística em constante movimento. O álbum reflete a abordagem singular de Samuel Martins Coelho, cuja formação em música clássica evoluiu para uma linguagem pessoal que percorre contextos clássicos, conceptual, experimental e improvisado, valendo-se de uma vasta paleta sonora.
O artista
Samuel Martins Coelho (1980), violinista, compositor e multi-instrumentista com formação em música clássica, tem abordado consistentemente a sua prática enquanto espaço de exploração e reinvenção. Ao longo dos anos, desenvolveu uma linguagem musical pessoal que transita livremente entre contextos clássicos, conceptuais, experimentais e improvisados, recorrendo a uma ampla variedade de fontes sonoras.
A par de I ERROR, o seu trabalho estende-se por uma constelação de projetos e colaborações, bem como por uma atividade sustentada em contextos teatrais, de dança, cinema e comunitários, onde a música funciona tanto como estrutura como encontro. Esta amplitude de prática informa Randomizer, onde a prática e a criação se fundem, onde o acaso é moldado com método e onde a vida quotidiana do músico — muitas vezes oculta — se torna o espaço central da criação artística.